segunda-feira, 21 de setembro de 2015

RENOVANDO NOSSO CONCEITO SOBRE IGREJA

A Igreja não é um clube onde cada um paga sua mensalidade (dízimo) e por isso exige um bom serviço, boa atenção, não aceita ser incomodado e seus relacionamentos são meramente sociais e dominicais.
A Igreja não é amontoado de salvos onde cada um busca os seus interesses e suas próprias vontades. Não estamos aqui para fazer a nossa própria vontade, mas sim a vontade dAquele que nos comprou por um preço alto. a Igreja não existe em nossa função, antes, nós estamos aqui em função do propósito de Deus.
A Igreja também não é uma prestadora de serviços da qual somos apenas um cliente esperando ter as nossas necessidades atendidas. Muitos encaram a Igreja como uma prestadora de serviços espirituais, na qual podem buscar, quando desejarem, uma ministração forte, uma palavra interessante, uma aula apropriada para seus filhos, um ambiente agradável, e assim por diante. Quando por algum motivo, os serviços da Igreja caem de qualidade, esses consumidores saem à procura de outro "shopping espirtual" mais eficiente.
A Igreja não é uma casa de shows, onde somos apenas espectadores. Para alguns a Igreja não passa de mais um entretenimento. Apreciam as músicas, a pregação e o ambiente, mas ainda não compreenderam a realidade do culto racional que resulta no sacrifício vivo na presença de Deus.
Uma sacola de membros não é um corpo; um amontoado de material de construção não é um edifício; e um ajuntamento de crentes não é necessariamente uma Igreja.
Só seremos corpo quando estivermos ligados uns aos outros e assim poderemos fluir a vida de Deus que está dentro de nós.
Só seremos um edifício (a casa de Deus) quando as pedras vivas (que somos) estiverem vinculadas pela argamassa do Espírito Santo.
Só seremos Igreja quando uma multidão se transformar em uma família, na qual temo o mesmo PAI, o mesmo IRMÃO mais velho (o primogênito) e reconhecermos que somos todos irmãos em Cristo.

Oswaldo Pinho

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

A CRUZ ATRAÍ VIDA

Paulo em sua carta aos Coríntios disse que passou por uma tribulação que foi acima de suas forças ao ponto de se desesperar da própria vida. Porém, o propósito de tal tribulação ficou claro para ele:
"De fato, já tínhamos sobre nós a sentença de morte, para que não confiássemos em nós mesmos, mas em Deus que ressuscita os mortes." (2 Co. 1:9)
Aqui Paulo nos ensina que a experiência da Cruz nos leva ao fim do nosso esforço próprio. Isso acontece quando a nossa força humana se vai, e então, aprendemos a depender exclusivamente da força que vem de Deus.
todos nós precisamos chegar ao fim de nós mesmos, de nossa força e habilidade natural. Só assim aprenderemos a não confiar em nós mesmos, mas em Deus.
Uma vida que é vivida pelo princípio da cruz atrairá aqueles que estão a nossa volta como um imã: Veja o que Jesus disse: "Mas eu, quando for levantado da terra, atrairei todos a mim. Ele disse isso para indicar o tipo de morte que haveria de sofrer." (João 12:32-33)
É maravilhoso saber que quando decidimos morrer para nós mesmos estamos abrindo caminho para o fluir da vida de Deus através de nós.
A medida que permitimos o trabalhar de Deus em nossas vidas, começamos a ter revelação que somos vasos de barro e que o mais importante não somos nós (vaso) e sim o tesouro (vida de Deus) escondido dentro desse vaso.
A medida que a nossa casca (nossa alma) vai sendo quebrada, o rio da vida que está represado dentro de nós vai sendo liberado.
"Mas temos esse tesouro em vasos de barro, para mostrar que este poder que a tudo excede provém de Deus, e não de nós. De todos os lados somos pressionados, mas não desanimados; ficamos perplexos, mas não desesperados; somos perseguidos, mas não abandonados; abatidos, mas não destruídos. Trazemos sempre em nosso corpo o morrer de Jesus, para que a vida de Jesus também seja revelada em nosso corpo. Pois nós que estamos vivos somos sempre entregues a morte por amor a Jesus, para que a sua vida também se manifeste em nosso corpo mortal. De modo que em nós atue a morte; mas em vocês, a vida." (2 Co. 4:7-12)
Acredite e aceite como verdade em sua vida: Aquele que não conhecer a experiência diária do princípio da morte da cruz em sua vida, jamais terá vida de Deus para compartilhar com os outros.

Oswaldo Pinho

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Igreja ou Pastelaria?

IGREJA OU PASTELARIA?

Algumas igrejas por suas práticas muitas vezes lembram uma "Grande Pastelaria" onde os pastéis frescos (novos convertidos) são produzidos em grande escala e é o seu principal objetivo, enquanto isso temos um problema (de todas as pastelarias), o que fazer com os pastéis que ficaram encalhados (de alguma forma não foram incluídos no projeto da "igreja") e foram colocados no canto da prateleira até murcharem de vez?
Infelizmente por conta da necessidade de uma alta produção de pastéis frescos acabamos produzindo os famosos (no Brasil) pastéis de vento (com aparência externa de pastéis, todavia, sem nenhum conteúdo por dentro).
Creio que teremos uma aparência mais próxima da Igreja que o Senhor projetou quando deixarmos para trás nossas táticas, estratégias e alvos de crescimento numéricos (fique em paz, pois a árvore vai ser julgada pelo tipo de fruto e não pelo seu tamanho) e nos edificarmos uns aos outros através da Palavra, de Oração, da Comunhão e do Partir do Pão, assim permitiremos que a vida de Deus flua sem nenhum impedimento através do corpo que é a Sua Igreja.
Enfim, creio que a Igreja é um lugar de acolhimento de pessoas assumidamente pecadoras e que dependem diariamente e exclusivamente da Graça de Deus em suas vidas.
A Igreja é um lugar de vida para todo aquele que abriu mão da sua vida.
"E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações. (Atos 2:42)
"Louvando a Deus e caindo na graça de todo o povo. E todos os dias acrescentava o Senhor à igreja aqueles que se haviam de salvar". (Atos 2:47)

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

DISCÍPULO

DISCÍPULO

Jesus deixou claro em vários textos na Bíblia qual seria seu padrão de relacionamento com aqueles que O queriam seguir.
Primeiro precisamos entender algo: Jesus nunca chamou seus seguidores de: Cristãos, Evangélicos, Crentes, etc. Ele sempre se dirigia aos seus seguidores como discípulos.
Querendo que esse padrão fosse reproduzido por meio de seus discípulos, deu a seguinte ordem: "Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações, batizando;os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo." (Mateus 28:19)
Todavia, precisamos ter a revelação clara do padrão de Jesus e em obediência segui-lo sem tentarmos criar métodos ou fórmulas humanas de cumprir essa ordem de Jesus.
Vejamos então o que não é discipulado, no padrão de Jesus: Não é discipulado uma classe de alunos com um professor à frente; outra coisa que não é discipulado é um relacionamento de controle por parte do discipulador sobre a vida do discípulo; também não é discipulado uma relação hierárquica onde existe uma escala de submissão.
O discipulado nada tem a ver com uma estrutura humana ou organizacional. Pois, o centro, a base e o modelo do discipulado é Cristo. Sendo assim, o padrão do discipulado é entrar no estilo de vida de Jesus.
Tenho aprendido (com muito custo) que não somos e nem podemos ser, o Espírito Santo na vida das pessoas, somos apenas, pela graça de Deus, sinalizadores que precisam constantemente apontar para Cristo, através da nossa vida, e abrirmos mão de nosso controle e zelo humano.
Jesus sempre respeitou e aceitou as pessoas com suas diferenças, limitações e as tratou como indivíduos únicos e preciosos, pois conseguia ver nelas aquilo que nem elas mesma conseguiam ver.
Quando estivermos dispostos a abrirmos mão de nosso controle, talvez, talvez! Poderemos assumir a mesma postura que tinha João Batista diante daqueles que estavam à sua volta.
"No dia seguinte João viu Jesus aproximando-se e disse: Vejam! É o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo! Esse é aquele a quem eu me referi, quando disse: vem depois de mim um homem que é superior a mim, porque já existia antes de mim." (João 1:29-30)

Oswaldo Pinho

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Reflexão sobre 2 Co 4.8,11

"Em tudo somos atribulados, porém não angustiados; perplexos, porém não desamparados; abatidos, porém não destruídos; levando sempre no corpo o morrer de Jesus, para que também a sua vida se manifeste em nosso corpo. porque nós, que vivemos, somos sempre entregues à morte por causa de Jesus, para que também a vida de Jesus se manifeste em nossa carne mortal." (2 Coríntios 4:8-11)
Vemos neste texto que Paulo nunca apontou o dedo para o céu ou para as pessoas se sentindo frustrado ou injustiçado pelas circunstâncias que cercavam sua vida. Paulo entendeu que todas as coisas com certeza iriam cooperar para sua formação como alguém que estava dentro de um propósito estabelecido por Deus.
Paulo também entendia que como homem estava sujeito aos seus limites e fraquezas, todavia tinha uma certeza dentro de seu coração que o sustentava e o mantinha firme em todos os momentos; era a de que existia uma força e poder maior do que ele que sempre estaria operando em suas necessidades.
Paulo resolveu definitivamente entregar o controle de sua vida nas mãos de Deus e aguardar com paciência o resultado daquilo que não estava mais em seu controle.
Que a Paz de Deus estabeleça o descanso que você precisa neste tempo.