sexta-feira, 6 de novembro de 2015

ALGUNS PENSAMENTOS SOBRE O ESPÍRITO SANTO DE DEUS

“O nível geral de espiritualidade entre nós é baixo. Temos nos medido por nós mesmos. Temos imitado o mundo, buscando a aceitação popular, inventando deleites para substituir a alegria do Senhor e produzindo um poder barato e sintético para tomar o lugar do Poder do Espírito Santo de Deus.”  A.W.Tozer
A maioria das pessoas frequentam uma igreja pelas seguintes coisas: Um orador carismático, um grupo de louvor talentoso; atrelado a isto, eventos criativos e interessantes. Todavia, isto não significa que o Espírito Santo de Deus esteja operando naquele lugar.
Muitos de nós temos a tendência de nos considerarmos capazes de viver bem (segundo os padrões deste mundo) sem qualquer ajuda do Espírito Santo de Deus. Isso nem sempre acontece de forma individual e solitária, mas tem sido uma característica no meio da igreja.
A maioria das pessoas supõe que as coisas nas quais acreditam estão certas, todavia precisamos verificar, através da Palavra de Deus, a veracidade de todas as coisas que temos visto, ouvido e ensinado.
Quero falar do Espírito Santo, Aquele que Jesus enviou, Aquele que nos capacita para enfrentarmos todas as circunstâncias e dificuldades da vida; Aquele que nos ajudará a decidir e escolher todas as coisas na hora certa e de maneira certa.
“E Eu rogarei ao Pai, e Ele vos dará outro advogado, a fim de que esteja para sempre convosco, o Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê, nem o conhece; vós o conheceis, porque Ele vive convosco e estará dentro de vós. Não vos deixarei órfãos; voltarei para vós.” (João 14:16-18)
Precisamos reavaliar com urgência nosso conceito do que é realmente ser o templo, a morada, do Espírito Santo de Deus. O que é ter o Espírito dAquele que ressuscitou dentro os mortos e hoje está vivo (através do Seu Espírito) dentro de nós.
“Para que a justa exigência da Lei se cumprisse em nós, que não andamos segundo a natureza carnal, mas segundo o Espírito. Os que vivem segundo a carne têm a mente voltada para as vontades da natureza carnal, entretanto, os que vivem de acordo com o Espírito, têm a mente orientada para satisfazer o que o Espírito deseja. A mentalidade da carne é morta, mas a mentalidade do Espírito é vida e paz. Porque a mentalidade da carne é inimiga de Deus, pois não se submete à Lei de Deus, nem consegue fazê-lo. Os que vivem na carne não podem agradar a Deus. Vós, contudo, não estais debaixo do domínio da carne, mas do Espírito, se é que de fato o Espírito de Deus habita em vós. Todavia, se alguém não tem o Espírito de Cristo, não pertence a Cristo. Porém, se Cristo está em vós, o corpo está morto por causa do pecado, mas o espírito vive por causa da justiça. E, se o Espírito daquele que ressuscitou dos mortos a Jesus habita em vós, aquele que ressuscitou dos mortos a Cristo Jesus igualmente vos dará vida a seus corpos mortais, por intermédio do seu Espírito que habita em vós.” (Romanos 8:4-11)
“Ou ainda não entendeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que habita em vós, o qual tendes de parte de Deus, o que não pertenceis a vós mesmos? Pois fostes comprados por alto preço; portanto, glorificai a Deus no vosso próprio corpo.” (1 Coríntios 6:19-20)
“O que é nascido da carne é carne; mas o que nasce do Espírito é espírito. Não te surpreendas pelo fato de Eu te haver dito: “deveis nascer de novo”. O vento sopra onde quer, você escuta o seu som, mas não sabe de onde vem, nem para onde vai; assim ocorre com todos os nascidos do Espírito.” (João 3:6-8)
Está será a realidade para todos aqueles que nasceram de novo, são totalmente guiados e controlados pelo Espírito de Deus. Acordam pela manhã e não sabem o que o Espírito fará nele e através dele, onde o levará cada vez que convidar ao Espírito de Deus a controlar sua vida por completo.
E por fim, temos que buscar a manifestação do Espírito Santo, sem contudo, abrirmos mão de expressarmos o fruto deste Mesmo Espírito.
Oswaldo Pinho


terça-feira, 3 de novembro de 2015

ANSIEDADE

“Por isso lhes digo: Não andem ansiosos pela sua vida, quanto ao que hão de comer ou beber: nem pelo seu corpo quanto ao que hão de vestir. Não é a vida maias do que o alimento, e o corpo mais do que as vestes? Observem as aves do céu: não semeiam, não colhem, nem ajuntam em celeiros; contudo seu Pai Celeste as sustenta. Porventura, não valem vocês mais do que as aves? Qual de vocês, por ansioso que esteja, pode acrescentar um côvado no curso de sua vida? E por que andam ansiosos pelo vestuário? Considerem como crescem os lírios dos campos: eles não trabalham nem fiam. Eu, contudo, lhes afirmo que nem Salomão, em toda sua glória, se vestiu como qualquer deles. Ora, se Deus veste assim a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada no forno, quanto mais a vocês outros, seres humanos de pequena fé? Portanto não se inquietem, dizendo: que comeremos? Porque os gentios é que procuram todas estas coisas; pois seu Pai Celeste sabe que vocês necessitam de todas elas; busquem, pois, em primeiro lugar o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas lhes serão acrescentadas. Portanto, não se inquietem com o dia de amanhã, pois o amanhã trará os seus cuidados; basta ao dia o seu próprio mal.” (Mateus 6:25-34)
As vezes de uma maneira sútil, em outras vezes de uma maneira progressiva e ainda em outras vezes de uma maneira repentina, somos apanhados pela “rede” da Ansiedade, e nos vemos totalmente enredados por este sentimento que temos tanta dificuldade em lidar. Sabendo deste conflito (mais um) na vida do ser humano, Jesus nos dá (mais uma) a forma correta em lidarmos com este sentimento.
Em primeiro lugar fui ter com o dicionário para achar o sentido desta palavra em nossa língua (Ansiedade: Estado de perturbação psicológica, causado pela percepção de um perigo ou pela iminência de um acontecimento, desejo ardente, impaciência).
Logo depois fui à Palavra de Deus para achar a verdadeira resposta para esta questão: sendo assim, baseado no texto acima (que acredito por si só é esclarecedor) quero destacar alguns pontos daquilo que Deus me falou:
Você já percebeu que a Ansiedade esta sempre voltada para o futuro? É justamente a tentativa de garantir e controlar o amanhã que torna tão desassossegado o dia de hoje.
De maneira infantil tentamos garantir aquilo que não temos garantia, controlar aquilo que não temos controle, definir aquilo que não têm definição.
O que Jesus nos propõe neste texto é uma vida de tranquilidade e segurança, pois sossegada realmente está a pessoa que confia o amanhã inteiramente nas mãos de Deus, e, assim, recebe graciosamente o dia de hoje. Isso não é uma forma sábia de vida, nem uma lei que devemos seguir e entender. Isso é o Evangelho de Jesus Cristo.
Então, façamos aquilo que nos cabe fazer; descansemos naquilo que não conseguimos fazer e finalmente acreditemos que Deus fará o que tem que ser feito na hora certa e de maneira certa, segundo seu propósito, pois só Ele conhecesse as nossas verdadeiras necessidades.
Oswaldo Pinho


sexta-feira, 30 de outubro de 2015

A VIDA DE RESSURREIÇÃO

“Contudo o anjo dirigiu-se às mulheres e lhes anunciou: Não temais vós! Sei que viestes ver a Jesus, que foi crucificado. Mas aqui Ele não está. Foi ressuscitado, como havia dito. Vinde e vede vós onde Ele jazia. Ide caminhando depressa e anunciai aos seus discípulos: Ele ressuscitou dentre os mortos e está seguindo adiante de vós rumo a Galiléia. Lá o vereis. Atentai para o que vos disse!” (Mateus 28:5-7)
O maior poder do universo é o poder da ressurreição, e, este poder só esta em Cristo. Cristo foi o único a vencer a morte, e, através desta vitória Ele pode nos dar uma nova vida gerada nEle.
Paulo falou que não vivia mais ele (a velha criatura), mas Cristo vivia nele (se tornou nova criatura). Este é o grande poder que podemos experimentar através de Cristo, o poder da ressurreição; o poder de nos tornarmos uma nova criatura, tendo uma nova mente e um novo estilo de vida.
Porém, nunca haverá ressurreição onde não houve morte; não podemos conhecer a vitória da ressurreição sem termos primeiro passado pela experiência da crucificação em nossas vidas.
Durante a existência de Jesus aqui na terra Ele enfrentou e venceu; a humilhação, o preconceito, a difamação, as dores, as enfermidades. Jesus não só morreu numa cruz, Ele decidiu em obediência ao Seu Pai, viver uma vida de cruz, uma vida onde sua carne, sua vontade, seu ego, seus direitos, eram mortos todos os dias.
No Calvário Jesus concluiu toda a sua obra aqui na terra, e sendo assim, pode dizer: “ESTÁ CONSUMADO”. Precisamos entender que só tem valor para Deus aquilo que é gerado no Espírito Santo e é consumado na cruz.
Podemos ter alguma medida de amor, bondade, paciência, eta. Porém tudo que não tiver origem em Deus e não tiver passado pela cruz, sempre terá um prazo de validade. Pois, somente o que é gerado em Deus e consumado na cruz é eterno.
Todas as vezes que tentarmos fazer algo em nossa força humana nos cansaremos e nos frustraremos. Por isso, enquanto esteve por aqui Jesus nos deu o exemplo prático deste tipo de vida e nos exortou a vivê-la também.
“E disse: É necessário que o Filho do homem sofra muitas coisas e seja rejeitado pelos líderes religiosos, pelos chefes dos sacerdotes e pelos mestres da lei, seja morto e ressuscite no terceiro dia. Jesus dizia a todos: “ Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome diariamente a sua cruz e siga-me.” (Lucas 9:22-23)
Oswaldo Pinho


quarta-feira, 28 de outubro de 2015

DISCERNINDO O CORPO

 “Assim como cada um de nós tem um corpo com muitos membros e esses membros não exercem todos a mesma função, assim também em Cristo nós, que somos muitos, formamos um corpo, e cada membro está ligado a todos os outros.” (Romanos 12:4-5)
Entre as definições da Igreja a de um corpo é certamente a mais fácil de entendermos. A principal característica de um corpo é a união dos membros expressando a vida desse corpo.
Qualquer parte deste corpo desvinculada e sem o sangue (vida) circulando entre eles, será somente uma peça sem vida.
Muitas das vezes é isso que acontece no meio da Igreja, um amontoado de membros totalmente desvinculados uns dos outros e agindo de forma individual e defendendo seus próprios interesses e propósitos.
Para sermos um corpo e expressarmos a vida desse corpo, precisamos estar vinculados uns aos outros para que o sangue da vida de Deus circule entre nós.
Neste texto Paulo deixa claro que no corpo todos os membros são úteis e importantes; enquanto não entendermos isto prejudicaremos o funcionamento deste corpo e deixaremos de expressá-lo de forma plena.
A vontade de Deus é que todos os membros estejam funcionando de forma plena e segundo o dom que lhe foi concedido; e que não haja nenhum monopólio, mas participação e variedade.
O corpo (a Igreja) existe para expressar Cristo, e com certeza um único membro jamais irá expressar todo o corpo.
“Para que agora a multiforme sabedoria de Deus seja manifestada, por meio da Igreja, aos principados e potestades nas regiões celestiais, segundo o eterno propósito que fez em Cristo Jesus nosso Senhor.” (Efésios 3:10-11)
Esta manifestação não acontecerá através de gente superdotada, com grandes capacidades e treinamento, acontecerá através de gente simples, que entendeu e reconheceu suas falhas e fraquezas, mas confiaram plenamente nAquele que é maior do que eles.
O Senhor concedeu algo a cada um, um dom específico que deverá ser exercido para abençoar e edificar todo o corpo, porém quando um membro deixa de funcionar, todos perdem o que o Senhor queria ministrar através dele.

Oswaldo Pinho

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

A ESSÊNCIA DO CRISTIANISMO

“Um pouco antes da festa da Páscoa, sabendo Jesus que havia chegado o tempo em que deixaria o mundo e iria para o Pai, tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim.” (João 13:1)
Jesus não construiu prédios, não escreveu livros, não focou no crescimento do seu ministério pessoal; Jesus só fez uma coisa enquanto esteve aqui na terra. Amou e Investiu em pessoas. Portanto, esse também é o nosso chamado: Amar e Investir em pessoas.
Na verdade a maior dificuldade em fazermos isso é que temos dificuldade em fazer alguma coisa onde não vamos ganhar nada (por mais sútil que isso seja). Porém, não podemos esperar lucro nesse tipo de investimento.
Investir é acreditar nas pessoas, é promover as pessoas, é ajudá-las a ver, entender e cumprir os sonhos e projetos de Deus para sua vida.
Amar é investir primeiro no outro, é abrir mão, é negar o Ego. Paulo em sua carta aos Coríntios nos explica com mais detalhe esse tipo de amor:
“O amor é PACIENTE, o amor é BENIGNO, não inveja, não se vangloria, não se orgulha. Não maltrata, não procura seus interesses, não se ira facilmente, não guarda rancor. O amor não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade. Tudo SOFRE, tudo CRÊ, tudo ESPERA, tudo SUPORTA.” (1 Co. 13:4-7)
O AMOR É PACIENTE:
Paciência é a qualidade de quem suporta problemas ou incômodos sem queixas nem revoltas; é a qualidade de quem espera com calma o que esta demorando.
O AMOR É BENIGNO:
Benigno é aquele que sempre supõe o melhor a respeito do outro; supõe que aquilo que a pessoa fez ou pensou foi com a intenção de dar ou fazer o melhor.
O AMOR TUDO SOFRE:
Precisamos entender que agora (depois de conhecer à Cristo) não temos mais uma vida isolada, agora temos uma vida compartilhada. Quando estávamos sozinhos nos preocupávamos somente conosco, porém, quando entendemos que fazemos parte de só corpo, entendemos também que agora sofremos a nossa dor, mas também sofremos a dor do outro. Tudo o que dói nele em certa medida dói em mim também. Tudo que diz respeito a ele diz respeito a mim.
O AMOR TUDO CRÊ:
O amor acredita quando o outro diz: “Nunca mais farei isto”, pois é capaz de perdoar e acreditar no arrependimento gerado por Deus. O amor acredita quando todos desacreditam.
O AMOR TUDO ESPERA:
Esperança é o ato de esperar o que se deseja, portanto, o amor sempre espera o melhor da outra pessoa; o amor sempre terá boa expectativa sobre o amanhã.
O AMOR TUDO SUPORTA:
A palavra suporte quer dizer literalmente: Ter sobre si, ser base, sustentar o peso, aguentar e tolerar.
Há dias que precisaremos de uma “muleta”, de uma “escora” e haverá dias em que seremos “muleta” ou “escora” para alguém. Isso é o corpo em perfeito funcionamento.
O amor sempre irá suportar o peso das diferenças, dos comportamentos, de hábitos ou costumes. Suportará os feridos e carentes da alma, os complexados e traumatizados, pois compreenderá que tudo que diz respeito ao outro diz respeito a nós também.

Estou aqui escrevendo estas linhas porque tive pessoas que apesar de mim mesmo, acreditaram em meu potencial e sonhos, e, principalmente conseguiram enxergar (em muita das vezes sem eu mesmo enxergar) o propósito de Deus para minha vida. Sendo assim, me amaram e investiram nisso. Hoje sou fruto dos investimentos feitos em minha vida.

Oswaldo Pinho

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

MUDANÇA DO CORAÇÃO É UMA QUESTÃO DE MORTE

“Porque enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o conhecerá?” (Jeremias 17:9)
Nosso coração é tão enganoso que muitas vezes ele tem sido o nosso maior inimigo, pois frequentemente somos enganados e iludidos através de bons motivos e boas intenções.
Todavia, sempre que nossas atitudes ou decisões estiverem indo de encontro a vontade de Deus e procurando de alguma forma nossos próprios direitos e interesses. Isso é engano!
Precisamos entender que nunca poderemos ser mudados, se na verdade a nossa natureza não for mudada; e esta mudança não pode ser feita através da nossa própria força, da nossa prática religiosa.
Portanto, a grande obra do Espírito Santo em nossos corações não é nos consertar (por em bom estado o que estava estragado ou avariado; reparar). Jesus declarou: “Ninguém coloca remendo novo em roupa velha; porque o remendo força o tecido da roupa e o rasgo aumenta. Nem se põe vinho novo em odres velhos; se o fizer, os odres rebentarão, o vinho derramará e os odres se estragarão. Mas, põe-se vinho novo em odres novos, e assim ambos ficam conservados.” (Mateus 9:16-17).
A obra do Espírito Santo em nossas vidas não é parcial, pois esta relacionada com mudança de natureza, e, sendo assim, creio que o Senhor não quer somente mudar algumas coisas em nossas vidas, Ele quer fazer uma obra completa em nós. Portanto, se me permite dizer, creio que Deus não quer nos mudar, Ele quer nos matar.
Paulo entendeu bem este propósito quando declarou em Gálatas 2: 19-20): “Pois, por intermédio da Lei eu morri para a própria Lei, com o propósito de viver tão somente para Deus. Fui crucificado juntamente com Cristo. E, desse modo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim. E essa nova vida que agora vivo no corpo, vivo-a exclusivamente pela fé no Filho de Deus, que me amou e se sacrificou por mim.”
Essa morte tem a ver com o processo do nosso relacionamento com Deus, pois toda e qualquer tentativa de fazermos isso através de nossa própria força e de práticas religiosas será na verdade uma obra de nossa carne e de nossa justiça própria. A isso podemos chamar de suicídio que é na verdade uma tentativa do homem em resolver aquilo que ele não consegue ver solução.
João Batista conseguiu ter a completa revelação desta morte em Cristo, pois ele não disse: “Convém que eu diminua para que Ele cresça”. Disse: “Convém que Ele cresça e que eu diminua.” (João 3:30). Em outras palavras: Quanto mais vida de Deus tiver em mim, menos vida própria eu terei.
Morrer com Cristo não é o fim e sim o começo, uma nova chance. E, essa é a maior demonstração do amor e da graça de Deus.
“Portanto, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram, eis que tudo se fez novo! Tudo isso provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por intermédio de Cristo e no outorgou o ministério da reconciliação. Pois Deus estava em Cristo reconciliando consigo mesmo o mundo, não levando em conta as transgreções dos seres humanos, e nos encarregou da mensagem da reconciliação.” (2 Coríntios 5:16-19)


Oswaldo Pinho

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

COMUNHÃO É UMA QUESTÃO DE NATUREZA

"Perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações." (Atos 2:42)
Perseverar é "continuar fazendo" independente de todas as circunstâncias e resistências.
Precisamos entender que aquilo que nos une como família não é vivermos debaixo do mesmo teto, partilharmos dos mesmos gostos e costumes, termos o mesmo modo de falar ou de vestir, "cultuarmos" no mesmo local e da mesma maneira.
Pertencemos a mesma família porque compartilhamos a mesma vida que vem de Cristo, temos a mesma herança genética (espiritual), somos filhos do mesmo Pai, portanto temos a mesma natureza.
Um cão dificilmente terá comunhão com um gato, nem um rato com um elefante, pois possuem natureza diferente. Então, podemos concluir que a base da nossa comunhão uns com os outros é uma questão de natureza, logo isto tem que ser natural entre nós.
Na comunhão e através dos relacionamentos é que experimentamos o fluir da vida de Deus e somos edificados através deste fluir no corpo.
Com certeza haverá ocasiões em que precisaremos ser exortados, corrigidos, motivados ou encorajados, algumas vezes precisaremos ser carregados e com certeza em várias vezes perdoados.
A comunhão em Cristo na verdade é uma proteção espiritual, pois ninguém por mais forte que possa ser, conseguirá vencer suas batalhas sozinhos.
Como é importante saber que existe alguém em nossa retaguarda, alguém que está disposto a nos ajudar  em nossas lutas e fraquezas.
"Melhor é serem dois do que um, porque têm melhor recompensa de seu trabalho. Pois, se um cair, o outro levantará seu companheiro. Mas pobre do que estiver só e cair, pois não haverá outro que o levante. Também, se dois dormirem juntos, ficarão aquecidos; mas como um só poderá aquecer-se? Um homem sozinho pode ser vencido, mas dois conseguem defender-se; e o cordão de três dobras não se rompe facilmente." (Eclesiastes 4:9-12)
O mundo somente conseguirá ver Jesus através de Sua Igreja, quando vivermos uma vida de comunhão e unidade. A comunhão da Igreja é a forma mais poderosa de expressarmos o amor de Deus ao mundo.
"Para que todos sejam um, Pai, como Tu estás em mim e Eu em Ti. Que eles também estejam em nós, para que o mundo creia que Tu me enviaste." (João 17:21)

Oswaldo Pinho