quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

A ESSÊNCIA DA VIDA EM COMUM

Uma comunidade, no sentido mais amplo, é simplesmente um grupo de pessoas com interesses comuns, ou direitos e responsabilidades comuns.
Se queremos viver uma vida comum com Cristo e com os irmãos, precisaremos atentar para alguns princípios básicos para viver esta vida.
Um dos maiores interesses desta comunidade de irmãos de Jesus, precisa ser fazer a vontade do Seu Pai que está nos céus.
“Pois todo aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus, este é meu irmão, minha irmã e minha mãe.” “Mateus 12:50)
Um dos direitos comuns destes irmãos em Cristo é a Liberdade:
“Então, disse Jesus aos judeus que haviam crido nele: “Se permanecerdes na minha Palavra, verdadeiramente sereis meus discípulos. E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.” (João 8:31-32)
Esta liberdade em Cristo é tão importante que Paulo nos exorta a permanecermos firmes neste direito adquirido em Cristo:
“Foi para a liberdade que Cristo nos libertou! Portanto, permanecei firmes e não vos sujeiteis outra vez a um jugo de escravidão.” (Gálatas 5:1)
Todavia, precisamos ter muito cuidado, pois temos vivido numa época onde tendemos a focalizar quase que exclusivamente nos nossos direitos e na nossa “liberdade”, e acabamos negligenciando as nossas responsabilidades nesta vida em comum.
Sendo assim, gostaria de retirar da Palavra de Deus algumas responsabilidades fundamentais para vivermos esta vida em comum.
Uma das responsabilidades fundamentais dos seguidores de Cristo é ajudar a carregar as gargas uns dos outros:
“Levais as cargas pesadas uns dos outros e, assim, estareis cumprindo a Lei de Cristo.” (Gálatas 6:2)
“Nós, que somos fortes, temos o dever de suportar as fraquezas dos fracos, em vez de agradar a nós mesmos. Portanto, cada um de nós deve agradar ao próximo, visando o que é bom para o aperfeiçoamento dele.” (Romanos 15:1-2)
Alguns deveres e responsabilidades da vida em comum:
Devemos estar dispostos a sacrificar certos aspectos da nossa liberdade a fim de não nos tornarmos pedras de tropeço para os irmãos com consciência mais fraca:
“Contudo, tendes cuidado para que o exercício da vossa liberdade não se torne um motivo de tropeço para os fracos.” (1 Coríntios 8:9)
Devemos ser o “guarda do nosso irmão”, sempre agindo com amor e cuidado para ajudar aqueles que forem encontrados em qualquer falha:
“Irmãos, se alguém for surpreendido em algum pecado, vós que sois espirituais, deveis restaurar essa pessoa com espírito de humildade. Todavia, cuida de ti mesmo, para que não sejas igualmente tentado.” (Gálatas 6:1)
Devemos admoestar os insubmissos, consolar os desanimados, amparar os fracos, e ser longânimos para com todos:
“Irmãos, também vos exortamos a que admoesteis os sonolentos, consoleis os desanimados, ampareis os fracos e sejais pacientes para com todos.” (1 Tessalonicenses 5:14)
Devemos exortar-nos mutuamente uns aos outros, a fim de que nenhum de nós seja endurecido pelo engano do pecado:
“Irmãos, tende muito cuidado, para que nenhum de vós mantenha um coração perverso e incrédulo, que se afaste do Deus vivo. Pelo contrário, exortai-vos mutuamente todos os dias, durante o tempo que se chama “hoje”, de maneira que nenhum de vós seja embrutecido pelo engano do pecado.” (Hebreus 3:12-13)
Todavia, em nenhum lugar se encontra a essência da vida em comum com mais clareza que nessa declaração de Paulo:
“A fim de que não haja divisão no corpo, mas sim que todos os membros tenham igual dedicação uns pelos outros. Desse modo, quando um membro sofre, todos os demais sofrem com ele; quando um membro é honrado, todos os outros se regozijam com ele. Ora, vós sois o corpo de Cristo, e cada pessoa entre vós, individualmente, é membro desse corpo.” (1 Coríntios 12:26-27)
Devemos dentro do possível buscar igualdade em todas as áreas entre os irmãos. Quando Paulo escreve à comunidade dos irmãos em Coríntios ele explica bem esse conceito:
“Entretanto, nosso desejo não é que outros sejam aliviados enquanto sejais sobrecarregados, mas que haja justo equilíbrio. No presente momento, a vossa fartura suprirá a grande necessidade deles, para que, de igual modo, a abundância deles venha a suprir a vossa privação, e assim haja igualdade.” (2 Coríntios 8:13-14)
Concluindo, vida comum é preocupar-se uns com os outros, compartilhar uns com os outros, carregar os pesos um dos outros, sejam esse pesos, físicos, emocionais, financeiros, espirituais, ou outros.
Que se possa dizer de nós, como foi dito da comunidade de irmãos em Jerusalém:
“E em todos eles havia abundante graça. Pois nenhuma necessidade havia entre eles.” (Atos 4:33b-34a)
Oswaldo Pinho



quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

ANTES DA GRAÇA A LEI

Temos visto hoje um derramar da pregação do evangelho sem custo, um evangelho de soluções mirabolantes para todos os males e problemas, e, assim, estamos construindo um amontoado de “Crentes” sem uma base firme e que diante da menor dificuldade já tem sua fé abalada.
No início da igreja os pecadores eram conduzidos à Jesus porque eram convencidos do pecado. Hoje são conduzidos a uma vida melhor, a uma promessa de paz, alegria, prosperidade e realização pessoal.
Todavia, se queremos ser fiéis ao evangelho do Reino de Deus teremos que informar primeiro ao homem sobre a Lei e logo depois apresentar a Graça.
“E, assim como aos homens está ordenado morrer uma só vez, vindo depois disto o juízo.” (Hebreus 9:27)
Dessa forma, quando o pecador entender as horríveis consequências por quebrar as leis de Deus, ele correrá para o Salvador, e, assim, escapará da ira vindoura. Precisamos informar ao homem pecador com clareza sobre esta ira e a necessidade urgente de um verdadeiro arrependimento.
“Em épocas passadas, Deus não levou em conta essa falta de sabedoria, mas agora ordena que todas as pessoas, em todos os lugares, cheguem ao arrependimento. Porque determinou um dia em que julgará o mundo com o rigor da sua justiça, por meio do homem que para isso estabeleceu. E, quanto a isso, Ele deu provas a todos, ao ressuscita-lo dentre os mortos.” (Atos 17:30-31)
Com certeza Paz, Amor, Alegria e Vida Abundante são frutos de uma vida com Deus, mas isso não pode ser uma mera propaganda para atrair vidas. Pois, agindo assim, os pecadores responderão ao chamado por um motivo impuro, desprovido totalmente de um verdadeiro arrependimento.
Quando o homem coloca Cristo Jesus em primeiro lugar desde o início e pelo motivo certo, isto é, para escapar da ira vindoura, quando vier as lutas e dificuldades, ele não ficará requerendo as promessas feitas de forma leviana por alguns, e, não perderá com facilidade a Paz e a Alegria da salvação. Devemos aceitar Cristo não para uma melhoria de vida, mas para livramento da ira vindoura.
Infelizmente temos visto várias pessoas que se professam cristãs, mas que perdem a alegria e a paz quando vem a tribulação. Por quê? Porque são produtos de um evangelho sem Cristo.
As pessoas precisam se ver perdidas para clamarem por misericórdia e salvação. Os pecadores não fugirão da ira vindoura sem antes a enxergar, por isso a pregação do evangelho é para alertá-las. Não podemos oferecer a cura sem antes convencermos da doença; oferecer a graça sem antes convencer os pecadores da lei, ou seja, convencê-los que são transgressores. Quando eles enxergarem sua verdadeira condição, clamarão pela graça de Deus, pois a graça não tem sentido para aquele que não conhece a lei.
“Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já esta condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus.” (João 3:18)
“Por isso, nenhuma carne será justificada diante dele pelas obras da lei, porque pela lei vem o conhecimento do pecado.” (Romanos 3:20)
Quando estivermos evangelizando precisamos expor gradualmente a verdade do evangelho começando pelo entendimento da lei de Deus, do pecado e de suas consequências. Logo após oferecendo a solução.
“Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus, sendo justificados gratuitamente por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus.” (romanos 3:23-24)
Oswaldo Pinho


domingo, 27 de dezembro de 2015

UM PEQUENO ESTUDO SOBRE VIDA EM COMUM

“Vida em comunidade” é uma expressão que para muitos (inclusive foi para mim durante muitos anos) representa um grupo de pessoas que vendem tudo o que tem, começam a viver juntos, compartilhando todas as coisas, inclusive a sua individualidade. Seria uma espécie de local glorificado onde ninguém é dono de nada e sendo assim, não tem direito a nada. Onde um individuo vira uma comunidade e infelizmente passa a ser uma comunidade sem indivíduos.
Depois de muito tempo entendi que isto não é propriamente o que a Palavra de Deus sugere. Todavia, com certeza a vida em comunhão entre os irmãos da Igreja Primitiva foi a primeira expressão da vida de Deus e de Sua Igreja aqui na terra.
Como então entender a forma correta de viver este tipo de vida em comum? Tomando por base o texto abaixo (o mesmo texto pelo qual são criadas “as comunidades”).
“E perseveravam… na comunhão. Todos os que creram estavam juntos e tinham tudo em comum. Vendiam as suas propriedades e bens, distribuindo o produto entre todos, à medida que alguém tinha necessidade. Diariamente perseveravam unânimes… partiam pão de casa em casa, e tomavam as suas refeições com alegria e singeleza de coração… Enquanto isso, acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos.” (Atos 2:42,44-47)
Quando olhamos para os relatos bíblicos não vemos nenhuma menção de grandes campanhas evangelísticas, vemos apenas a Igreja vivendo na prática uma vida comum, como um corpo. Foi exatamente isso que o Senhor Jesus havia previsto em João 17:21: “Para que todos sejam um, Pai, como Tu estás em mim e Eu em Ti. Que eles também estejam em nós, para que o mundo creia que Tu me enviaste.”
O mundo reconhecia a realidade da vida que unia aqueles irmãos, não apenas na teoria mas na vida prática, sendo assim, muitos iam sendo acrescentados no “novo estilo de vida”. Pois, o maior testemunho da Igreja não esta naquilo que ela prega e sim naquilo que ela vive.
As pessoas em geral não se impressionariam com os nossos cultos evangelísticos, com grande milagres de cura, todavia ficariam impactadas em ver o grande milagre que é irmãos tão diferentes vivendo juntos na vida comum. As pessoas quando deparavam com os primeiros cristãos encontravam naquele tipo de vida a própria vida de Jesus.
A pregação geralmente começava através de um encontro casual na rua. Não era necessário fazer nenhum tipo de campanha, nenhum tipo de fórmula mágica, cursos ou outra estratégia para alcançar aos perdidos, pois as obras daqueles irmãos era uma declaração que Deus estava com eles, e foi o testemunho dessa verdade que espalhou o evangelho rapidamente.
Eles tinham a Cruz de Cristo como fundamento e base da sua fé, sabiam que a cruz que lhes foi proposta para o seu dia a dia, abrindo mão de seus interesses, submetendo-se totalmente a vontade deles ao Senhorio do Senhor, era a única forma de manter na prática este tipo de vida. A Cruz de Cristo abre o caminho para nossa comunhão com o Pai e com os nossos irmãos.
Como essa vida em comunidade se expressava na prática diária daquele povo estranho:
1 – PARTIAM O PÃO DE CASA EM CASA
Isso não significava um pedaço de pão passando de mão em mão sem nenhuma revelação do corpo num domingo qualquer. Era uma refeição de um grupo de pessoas com um senso em comum: Jesus Cristo como centro de tudo.
Uma coisa importante a ser observada era que cada um possuía sua própria casa; mantinham sua identidade e a intimidade com sua família. É justamente neste ponto que muitos erram e muitas experiências de vida em comunidade se tornam um fracasso com marcas e feridas.
Vida em comunidade não é necessariamente um “amontoado” de pessoas vivendo na mesma casa ou no mesmo “terreno”. Mas é um estado de comunhão e dependência contínua que não depende do lugar onde vivemos. A verdadeira comunidade de Cristo não destrói a família, pelo contrário, a verdadeira comunidade protege a família.


2 – E VENDIAM SUAS PROPRIEDADES E BENS E OS REPARTIAM POR TODOS, SEGUNDO A NECESSIDADE DE CADA UM.
A venda de todos os bens não era uma coisa obrigatória, pois vemos em Atos 2:46, que as pessoas continuavam morando em suas próprias casas. Em Atos 5:4, quando Ananias e Safira vieram depositar o dinheiro aos pés dos apóstolos, Pedro disse: “Conservando-o, porventura, não seria teu? E, vendido, não estaria em teu poder?” Os proprietários de casas e terrenos (plural) vendiam aquilo que não lhes era necessário para repartir com irmãos necessitados.
Você compreende agora por que a Igreja caiu na graça de todo o povo? Viam na prática o amor que eles confessavam com a boca.
3 – E TINHAM TUDO EM COMUM
“Da multidão dos que creram era um o coração e a alma. Ninguém considerava exclusivamente sua nem uma das coisas que possuía; tudo, porém, lhes era comum. Com grande poder os apóstolos davam o testemunho da ressurreição do Senhor Jesus, e em todos eles havia abundante graça.” (Atos 4:32-33)
Isto é o Reino de Deus; é a vontade de Deus sendo feita na terra como é feita no céu.
As propriedades particulares não eram substituídas por um bolo comum. Antes, cada um procedia como fiel mordomo daquilo que possuía, depois de vender o excedente, fazia como o Mestre, usava o que sobrava para o bem de todos.
O primeiro sinal de uma Nova Criatura é o amor que se manifesta através da vida em comum.
4 – TODOS OS QUE CRERAM ESTAVAM JUNTOS
Eles não tentavam produzir amor e unanimidade; pelo batismo do Espírito Santo já os possuíam. Bastava-os manifestar externamente o que já tinham interiormente.
A Igreja Primitiva se destacava pela maneira de viver, pois este estilo de vida era completamente diferente dos demais habitantes de Jerusalém. Este é o verdadeiro funcionamento do corpo, em que há uma expressão de vida em comum todos os dias, e não apenas aos domingos ou em ocasiões especiais.
“Muitos sinais e maravilhas eram realizadas entre o povo pelas mãos dos apóstolos. E todos os que creram costumavam reunir-se, em comunhão, junto ao Pórtico de Salomão.” (Atos 5:12)
Esses irmãos se encontravam no final de seus afazeres diários neste local e ali compartilhavam, conversavam, e simplesmente passavam tempo juntos. O resto da cidade de Jerusalém observava a Igreja vivendo publicamente, amando publicamente, e ministrando publicamente; havia sentimentos diferentes entre esses observadores; ou não ousavam ajuntar-se a eles pelo poder que havia no seu meio, ou então procuravam saber como poderiam fazer parte daquela comunidade estranha.
“Vocês são uma colônia do céu”, disse o apóstolo Paulo em Filipenses 3:20 (no Grego), usando a tipologia de uma conquista romana. Quando Roma conquistava uma província, ela estabelecia uma colônia neste território estranho, que era governada por Roma, que vivia como Roma e que se tornava uma Roma em miniatura. Era o penhor da possessão e ocupação completa pelo reino romano.
Jesus também já venceu! Satanás esta derrotado e Jesus foi coroado. Dele é o reino, o poder e a glória, e ele também já estabeleceu sua colônia, sua própria igreja, no território conquistado. Esse povo que vive como se vive no céu, são governados pelo céu, e na realidade são a própria demostração e penhor do Reino dos Céus na terra. Deles é o encargo de possuir tudo aquilo que seu Rei e Senhor comprou com alto preço.
Queridos (as), a vida em comunidade não é uma novidade, nem a última moda lançada por algum estilista gospel. É o corpo de Cristo funcionando de acordo com a Palavra de Deus.
Oswaldo Pinho



sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

DEUS VAI ABALAR AQUILO QUE É ABALÁVEL

“Cuidado! Não rejeiteis Aquele que fala. Pois, se não escaparam os que rejeitaram quem os advertia sobre a terra, muito menos nós, se desprezarmos Aquele que nos admoesta do céu. Aquele, cuja voz outrora abalou a terra, agora promete: “Ainda uma vez abalarei não somente a terra, mas de igual modo todo o céu”. Ora, esta frase: “Ainda uma vez” indica a remoção de coisas que podem ser abaladas, isto é, as coisas criadas, para que permaneça o que não pode ser abalado.” (Hebreus 12:25-27)
Alguns de nós têm um desejo profundo e sincero que haja uma visitação poderosa de Deus em nossas vidas, família, trabalho e principalmente na Igreja como um todo. Todavia creio que na verdade ainda não pesamos as consequências desta visitação. Se Deus realmente estiver no nosso meio, Ele vai abalar tanto a situação atual da nossa vida que a nossa segurança e comodismo serão totalmente destruídos.
Na verdade poderemos ficar abalados com aquilo que Deus vai falar e destruir quando nos visitar. Por outro lado, podemos ficar abalados mais ainda com aquilo que teremos para falar com Ele.
De alguma forma nesta visita descobriremos que Ele deseja nos revelar em primeiro lugar a Si próprio. E depois disto, os Seus planos, a Sua Palavra, os Seus caminhos, os Seus pensamentos, os Seus desejos, os Seus propósitos, o Seu amor, a Sua ira, e também as Suas provisões.
Muitos precisam ser abalados em sua estrutura (criada por nós ou pela nossa religião) e assim descobrir qual é a verdadeira base sob a qual construímos toda estrutura cristã (ou o nome que você queira dar) de nossa vida.
Na verdade vivemos tentando chegar até Deus através de nossas torres de Babel, ou através de alguma imitação humana da escada de Jacó, e assim ficamos como quem anda em uma esteira de ginástica; andamos, nos cansamos, mas não chegamos à lugar nenhum.
Precisamos permitir que Deus não só nos visite (em alguns cultos de fogo ou momentos especiais), mas que Ele habite em nós, que Ele se revele a cada dia mais e mais através dos detalhes e circunstâncias diárias de nossa vida.
Sei que com certeza isso trará morte para nossa carne, nossa vontade, nossos planos, enfim para todo nosso projeto já pré estabelecido. Mas quero lembra-lo que já estamos crucificados, e também ressuscitado com Cristo, e sentado com Ele nas regiões celestiais. Então, vamos nos dispor a ir até a morte, se é isto que a presença de Deus no nosso meio trará.
Deixe Deus abalar aquilo que Ele tem mostrado que ainda precisa ser abalado. Deixe as suas rebeliões e temores de lado, e diga por fé: “Ainda que esse abalo me leva a morte (do meu Eu), quero ter um relacionamento real, íntimo, e, viver na presença do Meu Senhor!
Oswaldo Pinho


segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

DANDO UM TEMPO NA CORRERIA

Baseado em algo que li nestes dias, quero transcrever aqui algumas coisas que creio, são preciosas para nossas vidas.
“De madrugada, em meio a escuridão, Jesus levantou-se, saiu de casa e retirou-se para um lugar deserto, onde ficou orando.” (Marcos 1:35)
A cada dia que passa nos parece que o tempo esta passando mais rápido, somos obrigados, e, também, nos sentimos obrigados, a executar várias tarefas e nos envolvermos com muitas coisas ao mesmo tempo.
Sendo assim, não temos tempo para nos relacionarmos de forma pessoal, pois diante da correria da vida, o mundo nos coloca algumas “soluções práticas” (telefone, mensagens eletrónicas, redes sociais, etc.)
Em nosso esforço por realizar mais coisas, acabamos sem perceber “correndo atrás do vento” e no final do dia nos frustramos ao perceber que não conseguimos dar cabo de todas as coisas.
Olhando para o texto acima, vemos que Jesus, apesar de ser um homem ocupado e com um tempo limitado para cumprir o propósito da sua vinda aqui na terra, sempre dava um jeito de “escapar”, “dar um tempo” naquilo que parecia necessário para se concentrar naquilo que era realmente necessário, ou seja, se concentrar em Deus e tirar proveito da quietude, paz e direção que isso proporcionava.
A nossa recusa em nos desligarmos de tudo e rompermos com a correria frenética da vida nos tem impedido de termos uma maior intimidade com o Senhor, e, assim, deixamos de ter momentos preciosos a sós com Ele.
Só experimentaremos uma intimidade e um relacionamento profundo com o Espírito de Deus, quando de alguma forma priorizarmos aquilo que realmente precisa ser prioridade em nossas vidas.
Muitos estão de forma errada buscando: paz, tranquilidade, segurança, etc. em coisas externas, todavia todas estas coisas estão num só lugar; em Cristo, e Ele as colocou dentro de nós através do Seu Espírito. Portanto, o lugar para encontrarmos todas as coisas que precisamos estão dentro de nós.
“O Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê, nem o conhece; vós o conhecereis, porque Ele vive convosco e estará dentro de vós.” (João 14:17)
Aqui vemos que o Espírito de Deus nos escolheu para sermos Sua Habitação. E, por causa dessa realidade, o estresse, o cansaço, a impaciência e principalmente, a falta de tempo não podem determinar como será nosso dia.
Enquanto vivermos nossa vida, precisamos acreditar por fé, que recebemos por promessa, o Espírito Santo habitando em nós. Sendo assim, onde estivermos, o que estivermos fazendo ou passando; Ele estará conosco; Ele será aquele que nos capacitará a fazer, ser, e, passar por todas as coisas.
Creia, o Espírito Santo não é uma força distante, Ele faz morada em nós, em nosso espírito regenerado, e assim, é Ele que nos dá total segurança para enfrentarmos essa “Loucura” que se chama vida.

Oswaldo Pinho

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

APRENDENDO A DESCANSAR

Quero transcrever aqui algumas verdades que há muito tempo li e muitas vezes compartilhei, todavia, até hoje continuo a meditar e a tentar fazer que na prática estas verdades façam parte da minha vida. Porém, apesar de ainda não ter conseguido, quero continuar a perseguir este alvo.
Existem três atitudes que vão ser a base para toda nossa vida de seguidor de Cristo. Uma em relação a Deus, outra em relação ao mundo e outra em relação aos ataques do inimigo.
1ª ATITUDE: ASSENTAR
“No entanto Deus que é rico em misericórdia, por meio do grande amor com que nos amou, deu-nos vida com Cristo, estando nós ainda mortos em nossos pecados, portanto: pela graça sois salvos! Deus nos ressuscitou com Cristo, e com Ele nos fez assentar nas regiões celestiais em Cristo Jesus.” (Efésios 2:4-6)
Precisamos entender que a nossa vida com Cristo não começa com andar (fazer algo) e sim com o assentar (descansar em algo), isto é, não é uma vida de agonia em ter que fazer algo para Deus. A vida com Cristo é: Por fé, descansar em algo que já foi feito.
Porém, o que é este assentar na prática? Assentar nos fala de perdemos o controle de tudo; nos fala em depositar o peso de nossa vida, de nossa pessoa, de nosso futuro, enfim, tudo, sobre o Senhor.
“Vinde a mim todos os que estais cansados de carregar suas pesadas cargas, e Eu vos darei descanso.” (Mateus 11:28)
A base de nosso descanso é: Deus fez tudo em Cristo e nos cabe através da fé, usufruir desta verdade. Eu recebo tudo, não pelo que eu faço, mas porque eu descanso naquilo que Cristo já fez por mim.
Deus vai esperar que você pare de tentar fazer alguma coisa e que suas forças naturais se esgotem, para poder agir na sua vida e através dela.
2ª ATITUDE: ANDAR
“Portanto, eu, prisioneiro no Senhor, suplico-vos que andeis de modo digno para com o chamado que recebestes, com toda humildade e mansidão, com paciência, suportando-vos uns aos outros em amor.” (Efésios 4:1-2)
“Pois, no passado éreis trevas, mas agora sois luz no Senhor. Assim, andais como filhos da luz.” (Efésios 5:8)
Baseado nestes versículos podemos entender que apesar da vida com Cristo sempre começar no processo de assentar, esse processo nos levará ao andar.
Assentar representa nossa posição em Cristo; o andar em Cristo representa nosso desempenho, dessa posição, aqui na terra.
O andar esta totalmente ligado ao assentar, pois somente aqueles que se assentam com Cristo nas regiões celestiais poderão andar de forma digna como estes versículos nos mostra. Se abandonarmos por um instante nossa posição de descanso em Cristo, cairemos imediatamente e prejudicaremos nosso andar (testemunho) aqui na terra.
3ª ATITUDE: FICAR FIRMES
“Concluindo, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder! Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para poderdes ficar firmes contra as ciladas do diabo.” (Efésios 6:10-11)
Depois de estarmos assentados com Cristo nos lugares celestiais e acima de todo o principado e potestades; depois de aprender a andar condignamente em Cristo aqui na terra, precisaremos aprender como resistir e ficarmos firmes diante do inimigo.
Fala-se muito em guerra espiritual, em estratégias espirituais (isto tem seu valor) para vencer o inimigo, todavia não podemos entrar numa guerra espiritual sem primeiro estar numa posição espiritual, ou seja, descansando em Cristo e naquilo que Ele já conquistou por e para nós.
A expressão “ficar firmes” implica que o território disputado pelo inimigo é um território que pertence à Deus, pois este território foi reconquistado na cruz através de Cristo.
Você entende que esta conquista não tem a ver conosco  e sim com a obra já realizada na cruz? A Igreja foi estabelecida neste território para tomar posse por fé daquilo que já foi conquistado.
A Bíblia diz que o diabo vem para roubar, matar e destruir. O que o diabo quer roubar na verdade? Quer roubar nossa posição de autoridade e de segurança que fomos colocados com Cristo (gratuitamente e sem merecimento).
Queridos, a grande guerra em que estamos envolvidos é por uma posição; enquanto estivermos nesta posição (assentados) seremos mais que vencedores, pois estaremos firmes apesar das lutas, circunstâncias ou qualquer outra coisa que venha tentar nos derrotar.
Se não tivermos revelação desta posição que fomos colocados em Cristo, e, que, por isso, e só por isso, conseguimos andar em Cristo; nunca ficaremos firmes diante do dia mal e sempre vacilaremos diante deste grande desafio que se chama: VIVER EM CRISTO.

Oswaldo Pinho


sexta-feira, 20 de novembro de 2015

A SIMPLICIDADE DO DEPENDER

Quantas vezes ouvimos alguém dizer: “Eu só queria conhecer toda a vontade de Deus para minha vida!”
Todavia, ao lermos as Escrituras nos deparamos com a seguinte verdade: há poucas pessoas que conheceram antecipadamente ou de maneira completa os planos de Deus para suas vidas. Temos alguns exemplos práticos disso:
Abraão recebeu uma ordem para pegar sua família, suas posses e começar a caminhar.
Tomé (talvez falando em nome dos discípulos) quis saber qual o caminho (a rota, o destino) que ele e seus companheiros deveriam esperar em sua nova jornada. O Senhor Jesus o respondeu simplesmente: “Eu sou o caminho.”
Em outras palavras, esses homens não tiveram nenhuma rota pré estabelecida, nenhum GPS que os daria segurança nessa nova jornada. Eles não sabiam para onde iriam, quando e se voltariam, quais seriam os custos ou recompensas desta jornada. Só sabiam de uma coisa: Deus os mandou ir, Jesus os mandou O seguir; isso era tudo que precisavam saber.
Ainda hoje Deus quer que vivamos assim, por isso Ele nos deu o Espírito Santo para nos orientar em todos os caminhos de nossa jornada.
A orientação do Espírito Santo é para hoje, para este momento; acredite, Deus só nos dará o dia de hoje, pois é tudo do que precisamos.
Precisamos entender que não nos foi prometido um plano de ação, um escopo completo para toda nossa vida; em vez disso Deus nos dá uma promessa poderosa:
“E Eu rogarei ao Pai, e Ele vos dará outro advogado, a fim de que esteja para sempre convosco, o Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque Ele vive convosco e estará dentro de vós. Não vos deixarei órfãos; voltarei para vós.” (João 14:16-18)
Deus quer que sejamos orientados todos os dias e em todas as circunstâncias. A medida que buscamos a revelação e orientação de Deus para o dia de hoje, estamos também nos relacionando com Ele diariamente, e, sendo assim, nos tornamos mais dependentes e íntimos (através do Seu Espírito) da Sua direção e propósito para nossa jornada.
Muitos querem adicionar Jesus em suas vidas e esperam que Jesus os siga aonde quer que eles forem; em vez de seguirem a Jesus. Precisamos urgentemente entender que o relacionamento com Jesus não é levá-lo em todos os nossos caminhos e sim irmos com Ele pelo Seu Caminho.
Paulo definiu bem esta questão: “Se vivemos pelo Espírito, andemos de igual modo sob a direção do Espírito.” (Gálatas 5:25)
Jesus Cristo não morreu para nos seguir. Ele morreu e ressuscitou para que pudéssemos esquecer de todas as demais coisas e o seguíssemos à cruz.
“Então Jesus declarou aos seus discípulos: “Se alguém deseja seguir-me, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e me acompanhe.” (Mateus 16:24)
Em outra ocasião Jesus também disse: “E aquele que não toma a sua cruz e não me segue, também não é digno de mim.” (Mateus 10:38)
Se realmente cremos nisso e queremos abandonar o antigo caminho (sobre a nossa direção) que vivíamos, então, precisamos desesperadamente do Espírito Santo, pois não conseguiremos viver nesse novo caminho sem a ajuda, sem o controle e a orientação do Espírito Santo que habita em nós.

Oswaldo Pinho