quarta-feira, 9 de março de 2016

A VERDADEIRA LIBERDADE

“Assim sendo, se o Filho vos libertar, sereis verdadeiramente livres.” (João 8:36)
Só através de Cristo poderemos experimentar a verdadeira liberdade e assim ficarmos livres da tirania da opinião pública que com certeza de alguma forma manipula nossa vida.
Através da liberdade que há em Cristo podemos finalmente sermos nós mesmos, nos livrando assim de questões que nos escraviza, como: O que pensam de mim? O que acham de mim? O que querem de mim? Será que estou conseguindo agradar a todos?
Questões estas que com certeza nunca conseguiremos responde-las totalmente e que de uma forma silenciosa cria uma pressão interior (escravidão) que acaba controlando todo o nosso comportamento.
Então, sem mesmo notarmos começaremos a agir como um verdadeiro camaleão, isto é, mudaremos de cor de acordo com o ambiente e situação diante de nós. Isto é mais normal do que muitas das vezes percebemos, pois existe um desejo em nós de sermos aceitos e reconhecidos, e, isto, com certeza nos faz adaptar as nossas atitudes e personalidade de acordo com cada situação.
A liberdade em Cristo nos liberta principalmente do medo. Do medo do amanhã, do medo de sermos nós mesmos, do medo de enfrentarmos nossas limitações e nossos fracassos, do medo de assumirmos que não temos sabedoria suficiente para enfrentarmos o dia que está diante de nós, e, principalmente do medo de não sermos reconhecidos e aceitos pelos homens.
Aprendi algo definitivo para minha vida: Deus conhece e aceita a minha nudez (meus fracassos, limitações, etc.) e isto tem me livrado do desejo de esconder-me atrás das árvores que a vida me oferece, como: A árvore da aparência, a árvore da religião e tantas outras árvores que estão espalhadas diante de nós.
Creia, Cristo nos ama além de qualquer merecimento, valor ou posição. Ele simplesmente nos aceita, não por aquilo que somos e sim por aquilo que Ele é.
Oswaldo Pinho


segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

CRISTIANISMO: UMA QUESTÃO DE QUEM VIVE!

Muitos de nós estamos tentando, com grande sinceridade as vezes, viver e andar igual a Cristo, sendo assim, buscamos fórmulas e disciplinas para alcançarmos isto. Todavia, Jesus foi claro quando disse, em outras palavras, que só poderíamos viver a vida cristã por Ele e através dEle.
“Assegurou-lhes Jesus: “Eu Sou o Caminho, a Verdade e A VIDA. Ninguém vem ao Pai senão por mim.” (João 14:6)
Também disse que não poderíamos fazer nada que não fosse através dEle.
“Eu Sou a videira, vós os ramos. Aquele que permanece em mim, e Eu nele, esse dará muito fruto; pois sem mim não podeis realizar obra alguma.” (João 15:5)
Até Jesus enquanto homem, assumiu que não conseguiria fazer alguma coisa por si mesmo.
“Retomando a palavra, explanou Jesus: “Em verdade, em verdade vos asseguro, que o Filho nada pode fazer de si mesmo, mas somente pode fazer o que vê o Pai fazer, pois o que este fizer, o Filho semelhante o faz.” (João 5:19)
“Por mim mesmo, nada posso fazer; conforme ouço, assim julgo; e o meu julgamento é justo, porque não busco agradar a meu próprio desejo, mas satisfazer a vontade do Pai que me enviou.” (João 5:30)
Como o apóstolo Paulo precisamos de maneira definitiva abrir mão de nossa vida e deixar que Cristo viva em nós e através de nós.
“Fui crucificado juntamente com Cristo. E, desse modo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim. E essa nova vida que agora vivo no corpo, vivo-a exclusivamente pela fé no Filho de Deus, que me amou e se sacrificou por mim.” (Gálatas 2:20)
Podemos então concluir que o cristianismo não é uma teologia ou uma doutrina de regras e bons costumes, e, sim, um Deus que veio como homem, morreu e ressuscitou e agora habita no espírito do homem regenerado.
Cristo agora, habitando em nosso espírito pode: andar com os nossos pés, ver com os nossos olhos e falar com os nossos lábios. Dessa forma Cristo será manifestado visivelmente e o Pai glorificado em Sua Criação.
Oswaldo Pinho



segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

COMO AGIR DIANTE DAS CIRCUNSTÂNCIAS DA VIDA

“Em tudo somos atribulados, porém não angustiados; perplexos, porém não desamparados; abatidos, porém não destruídos; levando sempre no corpo o morrer de Jesus, para que também a sua vida se manifeste em nosso corpo. Porque nós, que vivemos, somos sempre entregues à morte por causa de Jesus, para que também a vida de Jesus se manifeste em nossa carne mortal.” (2 Coríntios 4:8-11)
Podemos ver neste texto a forma com que Paulo enfrentava as circunstâncias da vida. Ele sempre procurou perceber o verdadeiro sentido de todas as circunstâncias a sua volta. Por isso nunca apontou o dedo para os céus ou para as pessoas, nunca se sentia frustrado ou injustiçado pelas circunstâncias que cercavam sua vida.
Paulo aceitou o fato de que todas as coisas, independente de quais fossem, estariam cooperando juntamente para sua formação como alguém que estava dentro de um propósito estabelecido por Deus.
Paulo sabia que como homem estava sujeito aos seus limites e fraquezas, porém nunca duvidou dentro do seu coração que havia algo maior do que sua fraqueza e limitação que o sustentava e que iria com certeza operar nas suas necessidades.
Sendo assim, Paulo resolveu de forma definitiva entregar o controle de sua vida nas mãos de Deus e aguardar com paciência e perseverança o resultado daquilo que não estava mais em seu controle.
Que a Paz de Deus estabeleça o descanso que você precisa neste tempo.
Oswaldo Pinho


terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

IGREJA PREVALECENTE

“Porquanto pela graça que me foi concedida, exorto a cada um dentre vós que não considere a si mesmos além do que convém; mas, ao contrário, tenha uma auto-imagem equilibrada, de acordo com a medida de fé que Deus lhe proporcionou. Pois assim como em um corpo temos muitos membros, e todos os membros não têm a mesma função assim também nós, embora muitos, somos um só corpo em Cristo, e cada membro está ligado a todos os outros. Temos diferentes dons, de acordo com a graça que nos foi dada. Se alguém tem o dom de profetizar, use-o na proporção da sua fé. Se o teu dom é servir, sirva; se é ensinar, ensina; se é encorajar, age como encorajador; o que contribui, coopere com generosidade; se é exercer liderança, que a ministre com zelo; se é demonstrar misericórdia, que a realize com alegria. O amor seja sem qualquer fingimento. Odiai, sim, o mal e apegai-vos ao bem. Amai-vos dedicadamente uns aos outros com amor fraternal. Preferindo dar honra a outras pessoas, mais do que a si próprios. Não sejais descuidados do zelo; sede fervorosos no espírito. Servi ao Senhor. Alegrai-vos na esperança, sedes pacientes na tribulação, perseverai na oração. Cooperai com os santos nas suas necessidades. Praticai a hospitalidade. Abençoai os que vos perseguem; abençoai, e não amaldiçoeis. Alegrai-vos com os que se alegram; chorai com os que pranteiam. Vivei em concórdia entre vós. Não sejais arrogantes, mas adotai um comportamento humilde para com todos. Não sejais sábios aos vossos próprios olhos. A ninguém devolvei mal por mal. Procurai proceder corretamente diante de todas as pessoas. Empreendei todos os esforços para viver em paz com todos.” (Romanos 12:3-18)
Esta é a Igreja que prevalecerá contra o mal, contra o pecado; que abalará aqueles à nossa volta; que cumprirá o propósito eterno de Deus, que é gerar muitos filhos a semelhança do Seu Unigénito e que definitivamente será Sal e Luz para esta geração perdida.
Oswaldo Pinho




quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

A ESSÊNCIA DA VIDA EM COMUM

Uma comunidade, no sentido mais amplo, é simplesmente um grupo de pessoas com interesses comuns, ou direitos e responsabilidades comuns.
Se queremos viver uma vida comum com Cristo e com os irmãos, precisaremos atentar para alguns princípios básicos para viver esta vida.
Um dos maiores interesses desta comunidade de irmãos de Jesus, precisa ser fazer a vontade do Seu Pai que está nos céus.
“Pois todo aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus, este é meu irmão, minha irmã e minha mãe.” “Mateus 12:50)
Um dos direitos comuns destes irmãos em Cristo é a Liberdade:
“Então, disse Jesus aos judeus que haviam crido nele: “Se permanecerdes na minha Palavra, verdadeiramente sereis meus discípulos. E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.” (João 8:31-32)
Esta liberdade em Cristo é tão importante que Paulo nos exorta a permanecermos firmes neste direito adquirido em Cristo:
“Foi para a liberdade que Cristo nos libertou! Portanto, permanecei firmes e não vos sujeiteis outra vez a um jugo de escravidão.” (Gálatas 5:1)
Todavia, precisamos ter muito cuidado, pois temos vivido numa época onde tendemos a focalizar quase que exclusivamente nos nossos direitos e na nossa “liberdade”, e acabamos negligenciando as nossas responsabilidades nesta vida em comum.
Sendo assim, gostaria de retirar da Palavra de Deus algumas responsabilidades fundamentais para vivermos esta vida em comum.
Uma das responsabilidades fundamentais dos seguidores de Cristo é ajudar a carregar as gargas uns dos outros:
“Levais as cargas pesadas uns dos outros e, assim, estareis cumprindo a Lei de Cristo.” (Gálatas 6:2)
“Nós, que somos fortes, temos o dever de suportar as fraquezas dos fracos, em vez de agradar a nós mesmos. Portanto, cada um de nós deve agradar ao próximo, visando o que é bom para o aperfeiçoamento dele.” (Romanos 15:1-2)
Alguns deveres e responsabilidades da vida em comum:
Devemos estar dispostos a sacrificar certos aspectos da nossa liberdade a fim de não nos tornarmos pedras de tropeço para os irmãos com consciência mais fraca:
“Contudo, tendes cuidado para que o exercício da vossa liberdade não se torne um motivo de tropeço para os fracos.” (1 Coríntios 8:9)
Devemos ser o “guarda do nosso irmão”, sempre agindo com amor e cuidado para ajudar aqueles que forem encontrados em qualquer falha:
“Irmãos, se alguém for surpreendido em algum pecado, vós que sois espirituais, deveis restaurar essa pessoa com espírito de humildade. Todavia, cuida de ti mesmo, para que não sejas igualmente tentado.” (Gálatas 6:1)
Devemos admoestar os insubmissos, consolar os desanimados, amparar os fracos, e ser longânimos para com todos:
“Irmãos, também vos exortamos a que admoesteis os sonolentos, consoleis os desanimados, ampareis os fracos e sejais pacientes para com todos.” (1 Tessalonicenses 5:14)
Devemos exortar-nos mutuamente uns aos outros, a fim de que nenhum de nós seja endurecido pelo engano do pecado:
“Irmãos, tende muito cuidado, para que nenhum de vós mantenha um coração perverso e incrédulo, que se afaste do Deus vivo. Pelo contrário, exortai-vos mutuamente todos os dias, durante o tempo que se chama “hoje”, de maneira que nenhum de vós seja embrutecido pelo engano do pecado.” (Hebreus 3:12-13)
Todavia, em nenhum lugar se encontra a essência da vida em comum com mais clareza que nessa declaração de Paulo:
“A fim de que não haja divisão no corpo, mas sim que todos os membros tenham igual dedicação uns pelos outros. Desse modo, quando um membro sofre, todos os demais sofrem com ele; quando um membro é honrado, todos os outros se regozijam com ele. Ora, vós sois o corpo de Cristo, e cada pessoa entre vós, individualmente, é membro desse corpo.” (1 Coríntios 12:26-27)
Devemos dentro do possível buscar igualdade em todas as áreas entre os irmãos. Quando Paulo escreve à comunidade dos irmãos em Coríntios ele explica bem esse conceito:
“Entretanto, nosso desejo não é que outros sejam aliviados enquanto sejais sobrecarregados, mas que haja justo equilíbrio. No presente momento, a vossa fartura suprirá a grande necessidade deles, para que, de igual modo, a abundância deles venha a suprir a vossa privação, e assim haja igualdade.” (2 Coríntios 8:13-14)
Concluindo, vida comum é preocupar-se uns com os outros, compartilhar uns com os outros, carregar os pesos um dos outros, sejam esse pesos, físicos, emocionais, financeiros, espirituais, ou outros.
Que se possa dizer de nós, como foi dito da comunidade de irmãos em Jerusalém:
“E em todos eles havia abundante graça. Pois nenhuma necessidade havia entre eles.” (Atos 4:33b-34a)
Oswaldo Pinho



quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

ANTES DA GRAÇA A LEI

Temos visto hoje um derramar da pregação do evangelho sem custo, um evangelho de soluções mirabolantes para todos os males e problemas, e, assim, estamos construindo um amontoado de “Crentes” sem uma base firme e que diante da menor dificuldade já tem sua fé abalada.
No início da igreja os pecadores eram conduzidos à Jesus porque eram convencidos do pecado. Hoje são conduzidos a uma vida melhor, a uma promessa de paz, alegria, prosperidade e realização pessoal.
Todavia, se queremos ser fiéis ao evangelho do Reino de Deus teremos que informar primeiro ao homem sobre a Lei e logo depois apresentar a Graça.
“E, assim como aos homens está ordenado morrer uma só vez, vindo depois disto o juízo.” (Hebreus 9:27)
Dessa forma, quando o pecador entender as horríveis consequências por quebrar as leis de Deus, ele correrá para o Salvador, e, assim, escapará da ira vindoura. Precisamos informar ao homem pecador com clareza sobre esta ira e a necessidade urgente de um verdadeiro arrependimento.
“Em épocas passadas, Deus não levou em conta essa falta de sabedoria, mas agora ordena que todas as pessoas, em todos os lugares, cheguem ao arrependimento. Porque determinou um dia em que julgará o mundo com o rigor da sua justiça, por meio do homem que para isso estabeleceu. E, quanto a isso, Ele deu provas a todos, ao ressuscita-lo dentre os mortos.” (Atos 17:30-31)
Com certeza Paz, Amor, Alegria e Vida Abundante são frutos de uma vida com Deus, mas isso não pode ser uma mera propaganda para atrair vidas. Pois, agindo assim, os pecadores responderão ao chamado por um motivo impuro, desprovido totalmente de um verdadeiro arrependimento.
Quando o homem coloca Cristo Jesus em primeiro lugar desde o início e pelo motivo certo, isto é, para escapar da ira vindoura, quando vier as lutas e dificuldades, ele não ficará requerendo as promessas feitas de forma leviana por alguns, e, não perderá com facilidade a Paz e a Alegria da salvação. Devemos aceitar Cristo não para uma melhoria de vida, mas para livramento da ira vindoura.
Infelizmente temos visto várias pessoas que se professam cristãs, mas que perdem a alegria e a paz quando vem a tribulação. Por quê? Porque são produtos de um evangelho sem Cristo.
As pessoas precisam se ver perdidas para clamarem por misericórdia e salvação. Os pecadores não fugirão da ira vindoura sem antes a enxergar, por isso a pregação do evangelho é para alertá-las. Não podemos oferecer a cura sem antes convencermos da doença; oferecer a graça sem antes convencer os pecadores da lei, ou seja, convencê-los que são transgressores. Quando eles enxergarem sua verdadeira condição, clamarão pela graça de Deus, pois a graça não tem sentido para aquele que não conhece a lei.
“Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já esta condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus.” (João 3:18)
“Por isso, nenhuma carne será justificada diante dele pelas obras da lei, porque pela lei vem o conhecimento do pecado.” (Romanos 3:20)
Quando estivermos evangelizando precisamos expor gradualmente a verdade do evangelho começando pelo entendimento da lei de Deus, do pecado e de suas consequências. Logo após oferecendo a solução.
“Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus, sendo justificados gratuitamente por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus.” (romanos 3:23-24)
Oswaldo Pinho


domingo, 27 de dezembro de 2015

UM PEQUENO ESTUDO SOBRE VIDA EM COMUM

“Vida em comunidade” é uma expressão que para muitos (inclusive foi para mim durante muitos anos) representa um grupo de pessoas que vendem tudo o que tem, começam a viver juntos, compartilhando todas as coisas, inclusive a sua individualidade. Seria uma espécie de local glorificado onde ninguém é dono de nada e sendo assim, não tem direito a nada. Onde um individuo vira uma comunidade e infelizmente passa a ser uma comunidade sem indivíduos.
Depois de muito tempo entendi que isto não é propriamente o que a Palavra de Deus sugere. Todavia, com certeza a vida em comunhão entre os irmãos da Igreja Primitiva foi a primeira expressão da vida de Deus e de Sua Igreja aqui na terra.
Como então entender a forma correta de viver este tipo de vida em comum? Tomando por base o texto abaixo (o mesmo texto pelo qual são criadas “as comunidades”).
“E perseveravam… na comunhão. Todos os que creram estavam juntos e tinham tudo em comum. Vendiam as suas propriedades e bens, distribuindo o produto entre todos, à medida que alguém tinha necessidade. Diariamente perseveravam unânimes… partiam pão de casa em casa, e tomavam as suas refeições com alegria e singeleza de coração… Enquanto isso, acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos.” (Atos 2:42,44-47)
Quando olhamos para os relatos bíblicos não vemos nenhuma menção de grandes campanhas evangelísticas, vemos apenas a Igreja vivendo na prática uma vida comum, como um corpo. Foi exatamente isso que o Senhor Jesus havia previsto em João 17:21: “Para que todos sejam um, Pai, como Tu estás em mim e Eu em Ti. Que eles também estejam em nós, para que o mundo creia que Tu me enviaste.”
O mundo reconhecia a realidade da vida que unia aqueles irmãos, não apenas na teoria mas na vida prática, sendo assim, muitos iam sendo acrescentados no “novo estilo de vida”. Pois, o maior testemunho da Igreja não esta naquilo que ela prega e sim naquilo que ela vive.
As pessoas em geral não se impressionariam com os nossos cultos evangelísticos, com grande milagres de cura, todavia ficariam impactadas em ver o grande milagre que é irmãos tão diferentes vivendo juntos na vida comum. As pessoas quando deparavam com os primeiros cristãos encontravam naquele tipo de vida a própria vida de Jesus.
A pregação geralmente começava através de um encontro casual na rua. Não era necessário fazer nenhum tipo de campanha, nenhum tipo de fórmula mágica, cursos ou outra estratégia para alcançar aos perdidos, pois as obras daqueles irmãos era uma declaração que Deus estava com eles, e foi o testemunho dessa verdade que espalhou o evangelho rapidamente.
Eles tinham a Cruz de Cristo como fundamento e base da sua fé, sabiam que a cruz que lhes foi proposta para o seu dia a dia, abrindo mão de seus interesses, submetendo-se totalmente a vontade deles ao Senhorio do Senhor, era a única forma de manter na prática este tipo de vida. A Cruz de Cristo abre o caminho para nossa comunhão com o Pai e com os nossos irmãos.
Como essa vida em comunidade se expressava na prática diária daquele povo estranho:
1 – PARTIAM O PÃO DE CASA EM CASA
Isso não significava um pedaço de pão passando de mão em mão sem nenhuma revelação do corpo num domingo qualquer. Era uma refeição de um grupo de pessoas com um senso em comum: Jesus Cristo como centro de tudo.
Uma coisa importante a ser observada era que cada um possuía sua própria casa; mantinham sua identidade e a intimidade com sua família. É justamente neste ponto que muitos erram e muitas experiências de vida em comunidade se tornam um fracasso com marcas e feridas.
Vida em comunidade não é necessariamente um “amontoado” de pessoas vivendo na mesma casa ou no mesmo “terreno”. Mas é um estado de comunhão e dependência contínua que não depende do lugar onde vivemos. A verdadeira comunidade de Cristo não destrói a família, pelo contrário, a verdadeira comunidade protege a família.


2 – E VENDIAM SUAS PROPRIEDADES E BENS E OS REPARTIAM POR TODOS, SEGUNDO A NECESSIDADE DE CADA UM.
A venda de todos os bens não era uma coisa obrigatória, pois vemos em Atos 2:46, que as pessoas continuavam morando em suas próprias casas. Em Atos 5:4, quando Ananias e Safira vieram depositar o dinheiro aos pés dos apóstolos, Pedro disse: “Conservando-o, porventura, não seria teu? E, vendido, não estaria em teu poder?” Os proprietários de casas e terrenos (plural) vendiam aquilo que não lhes era necessário para repartir com irmãos necessitados.
Você compreende agora por que a Igreja caiu na graça de todo o povo? Viam na prática o amor que eles confessavam com a boca.
3 – E TINHAM TUDO EM COMUM
“Da multidão dos que creram era um o coração e a alma. Ninguém considerava exclusivamente sua nem uma das coisas que possuía; tudo, porém, lhes era comum. Com grande poder os apóstolos davam o testemunho da ressurreição do Senhor Jesus, e em todos eles havia abundante graça.” (Atos 4:32-33)
Isto é o Reino de Deus; é a vontade de Deus sendo feita na terra como é feita no céu.
As propriedades particulares não eram substituídas por um bolo comum. Antes, cada um procedia como fiel mordomo daquilo que possuía, depois de vender o excedente, fazia como o Mestre, usava o que sobrava para o bem de todos.
O primeiro sinal de uma Nova Criatura é o amor que se manifesta através da vida em comum.
4 – TODOS OS QUE CRERAM ESTAVAM JUNTOS
Eles não tentavam produzir amor e unanimidade; pelo batismo do Espírito Santo já os possuíam. Bastava-os manifestar externamente o que já tinham interiormente.
A Igreja Primitiva se destacava pela maneira de viver, pois este estilo de vida era completamente diferente dos demais habitantes de Jerusalém. Este é o verdadeiro funcionamento do corpo, em que há uma expressão de vida em comum todos os dias, e não apenas aos domingos ou em ocasiões especiais.
“Muitos sinais e maravilhas eram realizadas entre o povo pelas mãos dos apóstolos. E todos os que creram costumavam reunir-se, em comunhão, junto ao Pórtico de Salomão.” (Atos 5:12)
Esses irmãos se encontravam no final de seus afazeres diários neste local e ali compartilhavam, conversavam, e simplesmente passavam tempo juntos. O resto da cidade de Jerusalém observava a Igreja vivendo publicamente, amando publicamente, e ministrando publicamente; havia sentimentos diferentes entre esses observadores; ou não ousavam ajuntar-se a eles pelo poder que havia no seu meio, ou então procuravam saber como poderiam fazer parte daquela comunidade estranha.
“Vocês são uma colônia do céu”, disse o apóstolo Paulo em Filipenses 3:20 (no Grego), usando a tipologia de uma conquista romana. Quando Roma conquistava uma província, ela estabelecia uma colônia neste território estranho, que era governada por Roma, que vivia como Roma e que se tornava uma Roma em miniatura. Era o penhor da possessão e ocupação completa pelo reino romano.
Jesus também já venceu! Satanás esta derrotado e Jesus foi coroado. Dele é o reino, o poder e a glória, e ele também já estabeleceu sua colônia, sua própria igreja, no território conquistado. Esse povo que vive como se vive no céu, são governados pelo céu, e na realidade são a própria demostração e penhor do Reino dos Céus na terra. Deles é o encargo de possuir tudo aquilo que seu Rei e Senhor comprou com alto preço.
Queridos (as), a vida em comunidade não é uma novidade, nem a última moda lançada por algum estilista gospel. É o corpo de Cristo funcionando de acordo com a Palavra de Deus.
Oswaldo Pinho