quinta-feira, 14 de julho de 2016

O IRMÃO DO FILHO PRÓDIGO

Hoje acordei pensando em que fazer diante de minhas fraquezas e debilidades, pensando que em alguns momentos me sinto indigno de cumprir o propósito que Deus estabeleceu para minha existência por conta destas coisas, e meditando nisso lembrei-me de algo que li há algum tempo atrás e isto me trouxe a realidade não só da minha vida, mais principalmente de como Deus (O Pai) age diante disto tudo. Senão vejamos:
Todos conhecemos a parábola do filho pródigo. Depois de gastar todo o dinheiro do pai em uma vida dissoluta e mundana, ser abandonado num chiqueiro e comer comida de porcos, o filho pródigo resolve que será melhor ser empregado do seu pai.
Ao voltar para casa o Pai o recebe, não como empregado, mas como um filho que estava perdido e foi encontrado. Faz-lhe uma festa, muda-lhe a roupa e lhe coloca um anel no dedo. Quando o filho mais velho vê toda aquela festa, ele fica muito chateado com o pai.
Deixando um pouco o filho pródigo de lado, vamos nos focar nas afirmações do seu irmão mais velho, afirmações estas que em muitas vezes fazem parte do nosso vocabulário.
“Mas o filho mais velho encheu-se de ira, e negou-se a entrar. Então o pai saiu e insistiu com ele. Porém ele replicou com o pai: “Há tantos anos tenho trabalhado como um escravo para ti sem nunca ter desobedecido a uma só ordem tua. Contudo, tu nunca me ofereceste nem ao menos um cabrito para que pudesse festejar com meus amigos.” (Lucas 15:28-29)
PRIMEIRA AFIRMAÇÃO: “HÁ TANTOS ANOS QUE TE SIRVO”
Aquele jovem como muitos de nós acreditava que agradar ao Pai é uma questão de trabalho, serviço, guardar regras e normas, de sermos perfeitos em nós mesmos.
Aqueles que pensam assim manterão um registro de tudo o que fazem para Deus e para as pessoas. Este tipo de pessoas tem sempre algo para  reivindicar.
O irmão do filho pródigo esperava ter uma festa como aquela, porém, ele achava que deveria fazer algo para merecer isto.
O Pai está sempre disposto a nos dar aquilo que não merecemos, portanto, só precisamos confiar na sua graça.
SEGUNDA AFIRMAÇÃO: “NUNCA DESOBEDECI UMA ORDEM SUA”
A justiça própria daqueles que vivem debaixo de regras, restrições e regulamentos é insuportável.
Quando não conseguimos viver à altura das expectativas destas pessoas, com certeza poderemos esperar críticas, punições e rejeições.
A Bíblia é clara em dizer que é impossível agradar a Deus com nossas obras.
Como o irmão do filho pródigo nunca desfrutamos daquilo que ganhamos como herança simplesmente porque estamos esperando estar qualificados para isso.
TERCEIRA AFIRMAÇÃO: “E NUNCA ME DESTE UM CABRITO SEQUER PARA ALEGRAR-ME COM OS MEUS AMIGOS”
Aquele filho viveu toda sua vida com um desejo oculto não satisfeito. Todos aqueles anos trabalhando e se esforçando para ser um bom filho, e agora aparece o filho ingrato e recebe de graça tudo o que ele sempre quis.
O primeiro filho partiu para só depois perceber o que havia perdido e o segundo filho ficou em casa sem nunca perceber que tudo era seu.
Nós somos filhos e isto é suficiente para termos tudo do Pai. Se em alguns momentos parece haver algumas restrições do Pai é porque Ele nos ama e sabe o que é melhor para nós.
E, portanto, com Paulo, acredite que só precisamos de uma coisa e nada mais. Algo que recebemos não por merecimento e sim pela obra do Senhor Jesus na cruz. A GRAÇA DO PAI.
“Entretanto, Ele me declarou: “A minha graça te é suficiente, pois o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza.” Sendo assim, de boa vontade me gloriarei nas minhas fraquezas, a fim de que o poder de Cristo repouse sobre mim.” (2 Coríntios 12:9)
Oswaldo Pinho


terça-feira, 28 de junho de 2016

EXISTE UM PROPÓSITO PARA TODAS AS COISAS

“E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados de acordo com seu propósito.” (Romanos 8:28)
Quando analisamos o curso de nossa vida, vemos que as vezes, nossa vida, nossa caminhada, parece sem sentido, sem propósito, pois não conseguimos entender as questões que nos cercam e que na maioria das vezes nos afligem tanto, a nossa vida nos parece uma verdadeira “loucura”.
Em outros momentos passamos a questionar o significado de tudo e de todos a nossa volta, e assim, começamos a duvidar de tudo e de todos.
Todavia, baseado neste texto acima, creio que há uma resposta para todas as questões de nossa vida. Existe um propósito, uma razão, que está por trás desta “loucura” chamada uma vida com Deus.
Precisamos buscar conhecer o propósito de Deus para nossa existência, e, com certeza, isso nos fará entender o verdadeiro sentido para tantas coisas que não conseguimos entender com nosso entendimento natural.
Aquele que entende, e, tem convicção, que existe um propósito de Deus para estarmos onde estamos, passar pelo que estamos passando, e não ter ou ser aquilo que gostaríamos de ter ou ser. Nunca deixará que conflitos ou circunstâncias da vida sejam motivos suficientes para paralisa-los.
E por fim, você não caiu de paraquedas neste mundo, você foi criado com um propósito único, você faz parte de uma lógica divina, pois existe um motivo específico para sua criação.
Portanto, se você realmente ama ao Senhor e crê que foi criado de acordo com o Seu propósito, então, descanse. Pois, todas as coisas, todas mesmo, irão cooperar para que Deus continue a construir um alicerce em seu caráter, criando assim uma base sólida para o cumprimento deste propósito.
Oswaldo Pinho


quarta-feira, 15 de junho de 2016

A IGREJA DEVE ANDAR NO AMOR E NA VERDADE

“Por causa da verdade que permanece em nós e que estará conosco para sempre: graça, misericórdia e paz da parte de Deus e de Jesus Cristo, seu Filho, estarão convosco em verdade e em amor.” (2 João 1:2-3)
Duas coisas básicas podemos ver na vida, no caráter e no ministério de Jesus: O Amor e A Verdade. Ele não tinha amor para dar de acordo com as circunstâncias a sua volta, Ele era o próprio amor; Ele não tinha uma verdade alternativa para apresentar ao mundo, Ele era a única e a própria verdade.
É interessante percebermos que tanto o amor quanto a verdade caminhavam juntos nas decisões, nas palavras, e, principalmente na vida de Jesus. Jesus nunca deixou de amar através da verdade e nem de falar a verdade através do amor. Pois, o amor sem a verdade pode corromper princípios e adulterar a Palavra de Deus. Por outro lado a verdade sem amor, com certeza irá trazer terríveis danos, como: feridas, mágoas, culpas e principalmente fazer com que a verdade deixe de ser um instrumento do amor de Deus.
Infelizmente vivemos hoje numa cultura onde tudo é relativo, principalmente à verdade, vivemos convencidos que não existe uma verdade absoluta e sim verdades relativas de acordo com o nosso conceito e pré conceito, de acordo com nossa percepção e conhecimento.
Muitas das vezes estamos ecoando aquilo que ouvimos ou aquilo em que acreditamos, todavia como Igreja, precisamos ecoar a Voz de Deus, que é a Sua Palavra. Palavra esta que está repleta de Amor e de Verdade.
A Igreja precisa de fato ser diferente do mundo, precisa falar diferente e principalmente agir diferente. Enfim, precisamos ser uma comunidade que nunca abrirá mão da Verdade que esta expressa na Palavra de Deus, porém em momento algum e nem por motivo algum, deixará de derramar sobre aqueles que esta à sua volta, o Amor, a Graça que está em Cristo Jesus.

Oswaldo Pinho

sexta-feira, 3 de junho de 2016

EXISTE UMA PONTE QUE NOS UNE

Nestes últimos dias tenho meditado sobre os abismos que nos separam; abismos estes que têm feito tanto mal para nós e para nossos irmãos.
Quando olho em minha vida vejo quantos abismos existiram e outros ainda existem diante de mim. Estes abismos, infelizmente, fazem parte da vida de todos nós.
Alguns abismos são naturais, como: o abismo da cultura; o abismo do idioma; o abismo geográfico, etc., porém existem outros abismos, e, com certeza, estes são os piores, que criamos e os aumentamos de quando em quando, como: o abismo da religião; o abismo de nosso estilo de vida; o abismo de nossa posição e doutrina; o abismo de nossos conceitos e pré conceitos; enfim, são tantos os abismos que nos separam que se torna, aos nossos olhos e vontade, quase impossível andarmos em unidade.
Lembro-me de um jogo muito conhecido no Brasil chamado “cabo de guerra”. Este jogo consiste em: através de uma corda tentarmos puxar nosso oponente para o nosso lado, aplicando toda nossa força e disposição.
Infelizmente é isso que temos vivido, um verdadeiro “cabo de guerra”, tentando trazer todos aqueles diferentes para o nosso lado, pois não suportamos lidar com os diferentes e na verdade acreditamos que o nosso lado é o lado correto para todos.
Aplicamos toda nossa força e disposição para provar que a nossa “visão”, nossa “doutrina” e a nossa maneira de fazer as coisas é a melhor maneira, sendo assim, a cada dia alargamos mais e mais o abismo que nos separa.
Queridos, não adianta buscarmos através de fórmulas ou tratados, através de uma uniformidade aparente, vivermos uma vida em comum, pois este tipo de vida não é algo natural e que depende de nossa força. A unidade não é uma escolha pessoal e sim uma escolha de Deus para nós.
A Verdade é que só existe uma forma de transpormos este imenso abismo que nos separa; é colocando uma ponte (um Caminho) imparcial que nos levará até o outro e assim podermos viver esta Vida em unidade apesar de nossas diferenças e questões.
“Assegurou-lhes Jesus: Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida.” (João 14:6ª)
Esta ponte chama-se Cristo Jesus, pois nEle e através dEle podemos ir ao nosso irmão apesar do abismo que nos separa.
É nEle que temos o Caminho livre para nos amarmos, nos aceitarmos e nos suportarmos mutuamente. É nEle que está toda a Verdade que definirá todas as questões. É nEle que está a Vida que fluirá através de nós e acabará com todas as diferenças.
Afinal Cristo é a única base e fundamento para vivermos em unidade.
“Porque ninguém pode colocar outro fundamento além do que está posto, o qual é Jesus Cristo!” (1 Coríntios 3:11)
Oswaldo Pinho



terça-feira, 3 de maio de 2016

SÓ O CORPO PODE EXPRESSAR A CABEÇA

“A intenção dessa graça era que agora, mediante a IGREJA, a multiforme sabedoria de Deus se tornasse conhecida dos principados e autoridades nas regiões celestiais.” (Efésios 3:10)
Assim como o nosso corpo é a nossa expressão, o corpo de Cristo, a IGREJA, é a Sua expressão e plenitude.
“Também sujeitou tudo o que existe debaixo de seus pés e o designou cabeça sobre absolutamente tudo o que há, e o concedeu à IGREJA, que é o seu corpo, a plenitude daquele que satisfaz tudo quanto existe, em toda e qualquer circunstância.” (Efésios 1:22-23)
De que forma poderemos ser essa expressão plena de Cristo aqui na terra?
1 – QUANDO ENTENDERMOS QUE TODOS OS MEMBROS SÃO IMPRENSCÍNDIVEIS AO BOM FUNCIONAMENTO DO CORPO
Nenhum membro do corpo pode desempenhar a sua função sem os outros membros. Pois, Cristo nunca será expresso em sua plenitude através de um ou de alguns homens de forma solitária.
Se eu cortar minha mão e a colocar separada de meu corpo, ela ainda terá a aparência de mão, todavia não poderá funcionar como mão, pois estará desconectada do resto do meu corpo, ficando assim sem o fluir da vida (através do sangue) que a mantém em funcionamento.
“Edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, sendo o próprio Cristo Jesus a principal pedra angular desse alicerce. Nele, o edifício inteiro bem ajuntado, cresce para ser um templo santo no Senhor, no qual também vós, juntos, sois edificados para morada de Deus no Espírito.” (Efésios 2:21-22)
2 – QUANDO ENTENDERMOS QUE TODOS NO CORPO TEM UMA FUNÇÃO
A plenitude de um corpo só é expressa com o bom funcionamento de todo esse corpo.
“Longe disso, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo. Dele todo corpo, ajustado, cresce e edifica-se a si mesmo em amor, na medida em que cada parte realiza a sua função.” (Efésios 4:16)
3 – QUANDO ENTENDERMOS QUE NO CORPO OS MEMBROS PRECISAM CUIDAR-SE MUTUAMENTE
“De maneira que, se um membro sofre, todos sofrem com ele; e, se um deles é honrado, com eles todos se regozijam.” (1 Coríntios 12:26)
Quando temos essa revelação somos mais cuidadosos com aquilo que fazemos ou falamos, pois o que acontece conosco com certeza irá afetar todo o corpo. Por outro lado, somos mais cuidadosos com o nosso irmão, pois sabemos que o que o afeta irá de alguma forma nos afetar também.
Enfim, independente das anomalias que temos visto e presenciado, independente dos meus conceitos e pré conceitos. É maravilhoso saber que fazemos (pela graça) parte do corpo de Cristo. Isso significa que tudo o que diz respeito a Cristo (o Cabeça) diz respeito a nós também. Onde Cristo (a cabeça) esta todo o corpo também se encontrará; por isso Paulo escreve na carta aos Efésios:
“E nos ressuscitou juntamente com Ele, e nos fez assentar nos lugares celestiais, em Cristo Jesus.” (Efésios 2:6)

Oswaldo Pinho

terça-feira, 19 de abril de 2016

A GRAÇA SEM LIMITE

Algum tempo atrás lendo um livro de Watchman Nee fui confrontado com minha realidade e com a realidade da graça de Deus. Nesse tempo olhava exclusivamente para quem eu era, para minhas atitudes e escolhas, para meus fracassos e limitações, enfim, para minha verdadeira realidade. Lendo este livro pude, afinal, ter a revelação do caráter de Deus e como Ele lida com as situações de nossa humanidade. Hoje me lembrava desta época (que se repete vezes após vezes), resolvi compartilhar algumas coisas que extraí deste livro para minha vida.
“Agora ide, dizeis aos discípulos dele e a Pedro que Ele está seguindo adiante de vós para a Galiléia. Lá vós o vereis, assim como Ele vos predisse.” (Marcos 16:7)
Este texto do Evangelho de Marcos registra que, após a ressurreição do Senhor, um anjo disse para algumas mulheres que elas fossem contar aos discípulos o que havia acontecido, todavia há aqui um detalhe que mudou a minha forma de enxergar a graça de Deus. O anjo do Senhor destaca o nome de Pedro neste comunicado.
Qual seria o verdadeiro motivo do anjo ter destacado o nome de Pedro? Vamos à história:
Dias antes desse acontecimento, Pedro em sua fraqueza e limitação comete um erro crucial em sua vida, nega o Senhor diante dos homens, erro esse que daria ao Senhor o direito legal de esquecê-lo totalmente e negar sua existência e história diante dos anjos de Deus.
“Digo-vos mais: todo aquele que me confessar diante das pessoas, também o Filho do homem o confessará diante dos anjos de Deus. No entanto, o que me negar diante dos homens será negado diante dos anjos de Deus.” (Lucas 12:8-9)
Embora Pedro tenha reconhecido e se arrependido do seu grande erro, com certeza uma grande dúvida pairava sobre sua cabeça: “Provavelmente nunca mais poderei me aproximar do Senhor.”
Talvez Pedro, como nós, ficasse insistindo em olhar somente para suas falhas e isso o levava a esconder-se em sua vergonha.
Pedro, no entanto, havia esquecido que o Senhor não olhava como o homem, pois o homem olha para nossas falhas e nossas limitações, mas o Senhor, como já conhece de antemão todas elas, nunca é surpreendido com nossas atitudes.
Quando o anjo de Deus destaca o nome de Pedro, em outras palavras está dizendo: “Pedro, Eu nunca irei abandoná-lo, independente do que você fez ou de quem você é.”
Sendo assim, o Senhor marca um encontro de reconciliação com Pedro, pois quer demonstrar, não só para Pedro, mas para todos os outros, que a importância de Pedro para Ele não havia mudado em nada.
Fico impressionado com isto: Pedro negou a Jesus diante de todos e o Senhor fez questão de reconcilia-lo diante de todos.
A revelação da Graça sem limite é que nos leva avançar e a suportar a realidade de nossa humanidade. Creio também que esta revelação nos tirará de “nossos esconderijos” e nos levará para um relacionamento sem “véus” ou outra coisa qualquer que nos separa do Senhor.
A Palavra da Graça será especialmente memorável para tantos quantos a receberam.
Oswaldo Pinho



quinta-feira, 7 de abril de 2016

QUESTÃO DE NATUREZA

“Ninguém coloca remendo novo em roupa velha; porque o remendo força o tecido da roupa e o rasgo aumenta. Nem se põe vinho novo em odres velhos; se o fizer, os odres rebentarão. Mas, põe-se vinho novo em odres novos, e assim ambos ficam conservados.” (Mateus 9:16-17)
A obra do Espírito Santo em nossas vidas não pode ser parcial, pois não esta relacionada com uma simples mudança parcial ou superficial de alguns costumes, comportamentos ou estilo de vida. Esta obra é parte de um processo que Deus começou em nossas vidas no dia de nossa salvação.
“E estou plenamente convicto de que aquele que iniciou boa obra em vós, há de concluí-la até o Dia de Cristo Jesus.” (Filipenses 1:6)
A grande questão de nossas vidas é uma questão de natureza, de morte e vida. Morte de uma natureza (caída) para o estabelecimento de uma nova natureza. Pois como nos diz o texto inicial não podemos tentar remendar, consertar ou refazer (aproveitando alguns aspectos ou características) daquilo que não tem mais jeito.
Essa morte tem a ver com o processo do nosso relacionamento com Deus, pois toda e qualquer tentativa de fazermos isto através de nossa própria força ou de práticas religiosas será na verdade uma obra de nossa carne e de nossa justiça própria.
Paulo entendendo bem esse processo, declarou em Gálatas 2:19-20: “Pois, por intermédio da lei eu morri para a própria lei, com o propósito de viver tão somente para Deus. Fui crucificado juntamente com Cristo. E, desse modo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim. E essa vida que agora vivo no corpo, vivo-a exclusivamente pela fé no Filho de Deus, que me amou e se sacrificou por mim.”
Outro exemplo bíblico desse processo da obra do Espírito Santo em nossas vidas e de onde este processo quer nos levar é a vida de João Batista:
João Batista não disse: “Convém que eu diminua para que Ele cresça”. João disse: “Convém que Ele cresça e eu diminua.” (João 3:30)
Em outras palavras: Quanto mais eu permito a Obra do Espírito Santo em minha vida e em consequência disso a vida de Deus vai nesse processo crescendo em mim, e naturalmente (de forma natural) começa diminuir a velha natureza que habita em mim.
Não tenha medo de se deixar levar pelo Espírito Santo de Deus a esse grande e maravilhoso processo (em algumas vezes doloroso) que é a morte do velho “eu” para o surgimento da nova criatura. Sendo assim, creia, o morrer com Cristo não é o fim, é o começo de uma nova chance. E, essa é a maior demonstração do amor e da graça de Deus.
Oswaldo Pinho