quinta-feira, 23 de março de 2017

ALGUNS PENSAMENTOS SOBRE O NOVO NASCIMENTO

“Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas passaram; eis que tudo se fez novo.” (2 Cor. 5:17)
Quando nascemos de novo (em Cristo) as condições externas podem permanecer as mesmas, mas nós não.
As coisas externas parecem diferentes, mas isso é porque os nossos olhos são novos! Quando uma pessoa nasce de novo ela começa a ver o Reino de Deus apesar das circunstâncias a sua volta.
“Jesus respondeu-lhe, declarando: “Em verdade, em verdade te asseguro que, se alguém não nascer de novo, não pode ver o Reino de Deus.” (João 3:3)
Através de Cristo; “O mundo está crucificado para mim, e eu, para o mundo.” (Gálatas 6:14)
O homem religioso está sempre procurando fazer do mundo um lugar melhor para se viver. O homem carnal busca mudar os homens através da mudança do mundo. O homem espiritual busca mudar o mundo através da mudança dos homens.
Quando o homem comeu da árvore do conhecimento, sua atenção se tornou focada nele mesmo e ele começou a pensar em si mesmo como centro do Universo. Seus pequenos problemas e ambições começaram a dominar completamente as suas mentes e isso não irá mudar até que essa mente seja convertida.
Então, quando o homem começa a ver o Reino de Deus, sua perspectiva é mudada, encontra uma paz que está acima de qualquer compreensão. A sua maneira de enxergar o mundo e as circunstâncias são totalmente diferentes, pois os seus olhos não estão focados nestas coisas, e sim, na esperança, no propósito de sua existência em Cristo.
“Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a pela fé do Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim.” (Gálatas 2:20)
Creio que este texto acima resume um homem que realmente nasceu de novo. Estas são as palavras de um homem, um homem como nós, que de alguma forma resolveu esmurrar sua carne para que o Espírito que agora habitava nele tivesse supremacia sobre sua vida.

Oswaldo Pinho



segunda-feira, 21 de novembro de 2016

EXISTE UM PODER NA VIDA EM COMUM

Estamos preocupados em achar formas e fórmulas de crescimento da Igreja, isto tem deixado alguns ansiosos e com toda “sinceridade e boa vontade” acabam empregando meios baseados em sua força e estratégias.
Em contrapartida vemos que na Igreja primitiva isto acontecia de forma natural e progressiva, através da vida em comum e dos relacionamentos internos e externos (fora da Igreja) que traduzia a vida de Deus que havia sido colocada, através do Espírito, dentro daquelas pessoas simples e que viviam na simplicidade da vida em comum.
Precisamos perceber que a Bíblia fala muito mais sobre comunhão e relacionamento, inclusive entre Cristo e o Pai, do que fala sobre evangelismo.
Na Igreja primitiva as pessoas se relacionavam diariamente entre elas em seus núcleos de amizade e conhecimento, e, através destes relacionamentos eram influenciadas e influenciavam de forma natural, existia uma constante troca de experiencias, e assim, todos eram de alguma forma participantes uns dos outros.
Alguns por medo, por lembranças ruins e traumáticas de relacionamentos frustrantes, por não querer repartir algo que acredita ser só dela (sua vida e intimidade), deixam de experimentar algo precioso, e com certeza assustador, que é a vida em comum.
Quando nos relacionamentos de alguma forma expressamos o que somos e o que temos dentro de nós, e, assim, podemos nos ajudar mutuamente e de forma natural.
Como li recentemente: “nos tornamos uma comunidade sem comunhão”.
Que Deus tenha misericórdia de nós e que de alguma forma abra nossos olhos para enxergarmos como Ele enxerga e assim poderemos ver o que Ele vê, em nós, nas pessoas, e, principalmente em sua Igreja.
E que urgentemente nos voltemos para o exemplo bíblico de relacionamento e comunhão, que com certeza é a forma mais poderosa de evangelismo.
“Eu não rogo somente por estes, mas também por aqueles que, pela sua palavra, hão de crer em mim; para que todos sejam um, como o Pai, o és em mim, e eu, em ti; que também eles sejam um em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste.” (João 17: 20-21)
Oswaldo Pinho



terça-feira, 6 de setembro de 2016

FAZENDO A OBRA DE DEUS

Deus tem sua obra e essa obra não é sua e nem a minha obra, tampouco é a obra deste ou daquele grupo. A obra de Deus é feita através do próprio Deus.
Quanto mais cedo aprendermos isso, melhor, porque as “obras”, as ideias, os métodos, o zelo, a seriedade, os esforços e as atividades incansáveis do homem não têm qualquer lugar nos planos de Deus.
Entretanto, apesar de sabermos que não podemos fazer a obra de Deus pela nossa força, por outro lado, fomos chamados de Seus co-obreiros.
Como então, podemos fazer a obra de Deus aqui na terra? Em Efésios podemos começar a entender bem está questão:
“Porquanto, Deus nos escolheu nele antes da criação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis em sua presença.” (Efésios 1:4)
“Deus nos ressuscitou em Cristo, e com Ele nos entronizou nos lugares celestiais em Cristo Jesus, para revelar nas eras vindouras a suprema riqueza de sua graça, por intermédio da sua bondade para conosco em Cristo Jesus.” (Efésios 2:6-7)
Mas, quem, é, então, um co-obreiro de Deus?
Não é alguém que deseja trabalhar para Deus, alguém que vê uma necessidade e deseja atendê-la; não é nem mesmo alguém que conduz pessoas à salvação; antes, é aquele que faz o que Deus lhe designou em Seu eterno propósito, e ele faz apenas isso. Se conseguirmos enxergar aquilo para que fomos conquistados por Cristo, todos nossos labores, todos os nossas obras formais para Ele, serão esmagadas e feitas em pedaços.
O propósito, o alvo e o grande objetivo de Deus em tudo é: Revelar, manifestar Seu Filho, mostrar a riqueza de Sua graça e Sua bondade para conosco, em Cristo Jesus.
Se a obra que temos feito é menos que isso, então, nós não estamos fazendo a obra de Deus e assim não estamos sendo um cooperador de Deus.
Paulo declarou: “Prossigo para conquistar aquilo para o que também fui conquistado por Cristo Jesus.”
Não precisamos olhar ao redor e criticar ou julgar os outros, questionando o que está certo ou errado. Não podemos nos incomodar com os outros. Todavia, asseguremo-nos de que nós mesmos estamos prosseguindo “para o alvo” para o prêmio da soberana vocação de Deus para nós em Cristo Jesus.
O que devemos ser então?
Devemos ser simplesmente um grão de trigo que caindo na terra e morrendo produziremos muitos frutos. Pois, tudo que em nós teve origem, tudo mesmo, precisa morrer.
Só podemos servir a Deus com aquilo que é de Deus. Nada a não ser aquilo que procede de Deus pode ser usado no serviço de Deus.
Precisamos estar tão mortos quanto a vara colocada diante do Senhor durante uma noite. Durante uma noite e não por dez minutos. Muitos de nós emergimos muito cedo. Deus nos faz deitar, mas nós deveríamos levantar somente pela manhã. Tal período de morte pode durar meses ou ser até mais longo.
Qual o resultado? Nosso ministério se vai, nossa riqueza espiritual é tirada; tudo o que possuía-mos e nos levava a regozijar-nos, tudo o que conhecíamos e experimentava-mos foi removido; nossa vida de oração e nosso testemunho foi tirado. De fato, tudo parece ser trevas e morte. Entretanto, estamos nas mãos de Deus, deitados diante Dele.
Rejeitamos olhar para dentro de nós mesmos e nos examinar para ver onde estamos, pois tudo o que está dentro de nós é e será sempre trevas. Assim, decidimos simplesmente manter os olhos fitos no Senhor.
Sabemos que a manhã da ressurreição virá, mas retiramos as mãos da obra e deixamos o Senhor realizar Sua Obra perfeita durante toda essa noite de morte para todas as coisas.
Oswaldo Pinho
***Compilado: Watchman Nee


terça-feira, 2 de agosto de 2016

TUDO POSSO NAQUELE QUE ME FORTALECE

“Alegro-me grandemente no Senhor, porque finalmente vocês renovaram o seu interesse por mim. De fato, vocês já se interessavam, mas não tinham oportunidade para demonstrá-lo. Não estou dizendo, isso porque esteja necessitado, pois aprendi a adaptar-me a toda e qualquer circunstância. Sei o que é passar necessidade e sei o que é ter fartura. Aprendi o segredo de viver contente em toda e qualquer situação, seja bem alimentado, seja com fome, tendo muito, ou passando necessidade. Tudo posso naquele que me fortalece.” (Filipenses 4:10-13)

Na maioria das vezes estes versículos são usados fora do seu contexto. Paulo quando escreveu estes versos estava passando por uma série de dificuldades e lutas. Paulo aqui estava tentando ensinar para Igreja o que por muito custo estava aprendendo através das circunstâncias de sua vida.
Paulo falava que aprendeu a ser contente (creio que um coração contente atraí o favor do Senhor) em qualquer circunstância, aprendeu que a alegria e o contentamento não dependiam das circunstâncias, pois estas coisas estavam no Senhor.
Porém, cabe aqui uma pergunta: Como Paulo chegou a este nível de experiência em sua vida?
Deus sempre treinou o seu povo diante de grandes obstáculos e desafios (alguns exemplos: Noé, Abraão, Moisés, Davi, e outros), vemos na Bíblia que estes homens como Paulo puderam experimentar o tipo de vida do "Tudo posso naquele que me fortalece".
Somente quando o Senhor for a nossa força poderemos experimentar como estes homens a vida do "Tudo posso". Isto nunca terá a ver com a nossa força, conhecimento, posição ou qualquer outra coisa humana.
"Tudo posso" é o mesmo que declarar por fé: "Deus isto é grande demais para mim, no entanto sei que a força que não consigo encontrar em mim com certeza encontrarei no Senhor."
Queridos (as), no final dos meus dias quero poder declarar: "Tudo fiz naquele que me fortaleceu".

Oswaldo Pinho


quinta-feira, 14 de julho de 2016

O IRMÃO DO FILHO PRÓDIGO

Hoje acordei pensando em que fazer diante de minhas fraquezas e debilidades, pensando que em alguns momentos me sinto indigno de cumprir o propósito que Deus estabeleceu para minha existência por conta destas coisas, e meditando nisso lembrei-me de algo que li há algum tempo atrás e isto me trouxe a realidade não só da minha vida, mais principalmente de como Deus (O Pai) age diante disto tudo. Senão vejamos:
Todos conhecemos a parábola do filho pródigo. Depois de gastar todo o dinheiro do pai em uma vida dissoluta e mundana, ser abandonado num chiqueiro e comer comida de porcos, o filho pródigo resolve que será melhor ser empregado do seu pai.
Ao voltar para casa o Pai o recebe, não como empregado, mas como um filho que estava perdido e foi encontrado. Faz-lhe uma festa, muda-lhe a roupa e lhe coloca um anel no dedo. Quando o filho mais velho vê toda aquela festa, ele fica muito chateado com o pai.
Deixando um pouco o filho pródigo de lado, vamos nos focar nas afirmações do seu irmão mais velho, afirmações estas que em muitas vezes fazem parte do nosso vocabulário.
“Mas o filho mais velho encheu-se de ira, e negou-se a entrar. Então o pai saiu e insistiu com ele. Porém ele replicou com o pai: “Há tantos anos tenho trabalhado como um escravo para ti sem nunca ter desobedecido a uma só ordem tua. Contudo, tu nunca me ofereceste nem ao menos um cabrito para que pudesse festejar com meus amigos.” (Lucas 15:28-29)
PRIMEIRA AFIRMAÇÃO: “HÁ TANTOS ANOS QUE TE SIRVO”
Aquele jovem como muitos de nós acreditava que agradar ao Pai é uma questão de trabalho, serviço, guardar regras e normas, de sermos perfeitos em nós mesmos.
Aqueles que pensam assim manterão um registro de tudo o que fazem para Deus e para as pessoas. Este tipo de pessoas tem sempre algo para  reivindicar.
O irmão do filho pródigo esperava ter uma festa como aquela, porém, ele achava que deveria fazer algo para merecer isto.
O Pai está sempre disposto a nos dar aquilo que não merecemos, portanto, só precisamos confiar na sua graça.
SEGUNDA AFIRMAÇÃO: “NUNCA DESOBEDECI UMA ORDEM SUA”
A justiça própria daqueles que vivem debaixo de regras, restrições e regulamentos é insuportável.
Quando não conseguimos viver à altura das expectativas destas pessoas, com certeza poderemos esperar críticas, punições e rejeições.
A Bíblia é clara em dizer que é impossível agradar a Deus com nossas obras.
Como o irmão do filho pródigo nunca desfrutamos daquilo que ganhamos como herança simplesmente porque estamos esperando estar qualificados para isso.
TERCEIRA AFIRMAÇÃO: “E NUNCA ME DESTE UM CABRITO SEQUER PARA ALEGRAR-ME COM OS MEUS AMIGOS”
Aquele filho viveu toda sua vida com um desejo oculto não satisfeito. Todos aqueles anos trabalhando e se esforçando para ser um bom filho, e agora aparece o filho ingrato e recebe de graça tudo o que ele sempre quis.
O primeiro filho partiu para só depois perceber o que havia perdido e o segundo filho ficou em casa sem nunca perceber que tudo era seu.
Nós somos filhos e isto é suficiente para termos tudo do Pai. Se em alguns momentos parece haver algumas restrições do Pai é porque Ele nos ama e sabe o que é melhor para nós.
E, portanto, com Paulo, acredite que só precisamos de uma coisa e nada mais. Algo que recebemos não por merecimento e sim pela obra do Senhor Jesus na cruz. A GRAÇA DO PAI.
“Entretanto, Ele me declarou: “A minha graça te é suficiente, pois o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza.” Sendo assim, de boa vontade me gloriarei nas minhas fraquezas, a fim de que o poder de Cristo repouse sobre mim.” (2 Coríntios 12:9)
Oswaldo Pinho


terça-feira, 28 de junho de 2016

EXISTE UM PROPÓSITO PARA TODAS AS COISAS

“E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados de acordo com seu propósito.” (Romanos 8:28)
Quando analisamos o curso de nossa vida, vemos que as vezes, nossa vida, nossa caminhada, parece sem sentido, sem propósito, pois não conseguimos entender as questões que nos cercam e que na maioria das vezes nos afligem tanto, a nossa vida nos parece uma verdadeira “loucura”.
Em outros momentos passamos a questionar o significado de tudo e de todos a nossa volta, e assim, começamos a duvidar de tudo e de todos.
Todavia, baseado neste texto acima, creio que há uma resposta para todas as questões de nossa vida. Existe um propósito, uma razão, que está por trás desta “loucura” chamada uma vida com Deus.
Precisamos buscar conhecer o propósito de Deus para nossa existência, e, com certeza, isso nos fará entender o verdadeiro sentido para tantas coisas que não conseguimos entender com nosso entendimento natural.
Aquele que entende, e, tem convicção, que existe um propósito de Deus para estarmos onde estamos, passar pelo que estamos passando, e não ter ou ser aquilo que gostaríamos de ter ou ser. Nunca deixará que conflitos ou circunstâncias da vida sejam motivos suficientes para paralisa-los.
E por fim, você não caiu de paraquedas neste mundo, você foi criado com um propósito único, você faz parte de uma lógica divina, pois existe um motivo específico para sua criação.
Portanto, se você realmente ama ao Senhor e crê que foi criado de acordo com o Seu propósito, então, descanse. Pois, todas as coisas, todas mesmo, irão cooperar para que Deus continue a construir um alicerce em seu caráter, criando assim uma base sólida para o cumprimento deste propósito.
Oswaldo Pinho


quarta-feira, 15 de junho de 2016

A IGREJA DEVE ANDAR NO AMOR E NA VERDADE

“Por causa da verdade que permanece em nós e que estará conosco para sempre: graça, misericórdia e paz da parte de Deus e de Jesus Cristo, seu Filho, estarão convosco em verdade e em amor.” (2 João 1:2-3)
Duas coisas básicas podemos ver na vida, no caráter e no ministério de Jesus: O Amor e A Verdade. Ele não tinha amor para dar de acordo com as circunstâncias a sua volta, Ele era o próprio amor; Ele não tinha uma verdade alternativa para apresentar ao mundo, Ele era a única e a própria verdade.
É interessante percebermos que tanto o amor quanto a verdade caminhavam juntos nas decisões, nas palavras, e, principalmente na vida de Jesus. Jesus nunca deixou de amar através da verdade e nem de falar a verdade através do amor. Pois, o amor sem a verdade pode corromper princípios e adulterar a Palavra de Deus. Por outro lado a verdade sem amor, com certeza irá trazer terríveis danos, como: feridas, mágoas, culpas e principalmente fazer com que a verdade deixe de ser um instrumento do amor de Deus.
Infelizmente vivemos hoje numa cultura onde tudo é relativo, principalmente à verdade, vivemos convencidos que não existe uma verdade absoluta e sim verdades relativas de acordo com o nosso conceito e pré conceito, de acordo com nossa percepção e conhecimento.
Muitas das vezes estamos ecoando aquilo que ouvimos ou aquilo em que acreditamos, todavia como Igreja, precisamos ecoar a Voz de Deus, que é a Sua Palavra. Palavra esta que está repleta de Amor e de Verdade.
A Igreja precisa de fato ser diferente do mundo, precisa falar diferente e principalmente agir diferente. Enfim, precisamos ser uma comunidade que nunca abrirá mão da Verdade que esta expressa na Palavra de Deus, porém em momento algum e nem por motivo algum, deixará de derramar sobre aqueles que esta à sua volta, o Amor, a Graça que está em Cristo Jesus.

Oswaldo Pinho